Danielly Jesus
Sep 5, 2018 · 5 min read

Jornalistas no país da lacração (Parte I)

Cursei 2 anos de Jornalismo na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro. Infelizmente, não terminei o curso (problema ja resolvido, porque voltarei ano que vem 😍), pois se fosse formada, seria mais uma nas trincheiras guerreando por transmitir informação de qualidade.

Nas aulas, todos os professores diziam a seguinte frase: “O jornalista deve ser imparcial”. Como sempre usei os neurônios dados por Deus Nosso Senhor, sabia que na prática isso não acontecia. Afinal, sempre li jornais e revistas e, mesmo que de maneira camuflada, dava para perceber de que lado o dito jornalista se encontrava.

Contudo, de uns tempos para cá, o partidarismo jornalístico se tornou escancarado e até obsceno. Prova disso foram as duas sabatinas as quais Jair Bolsonaro (candidato à presidência pelo PSL) participou, no Roda Viva (TV Cultura) e Jornal Nacional (esta será analisada na parte II).

Tudo bem você, caro leitor, não gostar de Jair Bolsonaro, e este texto não tem como objetivo defendê-lo; apenas mostrar o nível raso no qual se encontra a imprensa brasileira.

Tenho notado que a maioria dos profissionais da mídia tem demonstrado pura preguiça para ler documentos. E ficou claro na sabatina do Roda Viva, quando ao questionar Jair Bolsonaro acerca do voto impresso, a jornalista Daniela Lima (Folha de São Paulo) disse que o eleitor sairia da seção eleitoral com o comprovante em mãos.

Mentira.

O artigo 59A (infelizmente, vetado), da Lei 13.165, de 29/09/2015, estabelecia o seguinte: “No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, QUE SERÁ DEPOSITADO, DE FORMA AUTOMÁTICA E SEM CONTATO MANUAL, EM LOCAL PREVIAMENTE LACRADO".

Um problema que tem afetado diversos países da Europa, e agora o Brasil, é em relação aos refugiados; na Europa, provenientes de países do Oriente Médio em constante conflito armado. No Brasil, vindos da Venezuela, fugindo do Regime ditatorial de Nicolás Maduro.

Países da Europa que receberam indiscriminadamente refugiados tiveram um aumento nos casos de violência, haja vista que, sem qualquer verificação de antecedentes, muitos terroristas se disfarçam de vítimas para adentrar outros países e expandir suas ações. Jair Bolsonaro nunca disse ser contra o refugiado em si, mas em escancarar as portas do país.

O jornalista (prezado) Bernardo Mello Franco (O Globo) quis explanar sobre este assunto. Gostaria de transcrever, de forma literal, a fala do mesmo:

“- O senhor recentemente criticou os refugiados; disse que os refugiados são escória do mundo. Ao mesmo tempo, o senhor pede voto em igrejas evangélicas, se apresenta como cristão. O senhor sabia que Jesus Cristo foi refugiado?”

Vamos analisar:

A palavra refugiado significa “quem ou aquele que se refugiou" (michaelis.uol.com.br). No dicionário Aurélio (dicionariodoaurelio.com), o siginicado está melhor definido: “Emigrar para um país estrangeiro por motivo por motivo de perseguição política, religiosa, étnica, etc.”

Analisando o termo de forma fria, poderíamos considerar Jesus como refugiado, porque José e Maria fugiram da Judéia, onde Herodes havia instituído um decreto determinando que todos os meninos menores de 2 anos fossem assassinados (Mateus 2.13-23)

Egito era um país, Israel, outro.

Contudo, (prezado) Bernardo esqueceu-se de um pequeno detalhe: o Império Romano.

“O Império Romano é considerado a maior civilização da História ocidental. Durou cinco séculos: começou em 753 a.C. e terminou em 476 d.C. Estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor. (todamateria.com.br/imperio-romano)

Trocando em miúdos: era como se a Judéia e o Egito fossem dois estados, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, e não dois países distintos, pois estavam sob o mesmo comando.

O Brasil vem sofrendo as consequências da péssima administração dos governos petistas de Lula e Dilma, com milhões de desempregados. Além disso, a carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo. Para tanto, é necessário um ministro com pulso firme para a Economia; e Jair ja tem o seu: Paulo Guedes.

Thais Oyama, jornalista da Veja e autora do livro “A arte de entrevistar", muito provavelmente não tenha lido o próprio livro. Com tantas perguntas pertinentes a serem feitas (“Como o senhor pretende resolver o problema do desemprego?”, “Como o senhor pretende reduzir a folha pública de pagamento, que é imensa?”, “Como o senhor e Paulo Guedes veem a privatização?”), Thaís formula a seguinte questão:

“- Se vocês (Jair e Paulo Guedes) brigarem e acabarem se divorciando, o senhor tem um plano B?

Penso que a maior parte da população não está interessada em nomes, mas em projetos concretos de governo, o que deveria ter sido explanado.

Jair Bolsonaro é Capitão do Exército; Exército que governou o país por 20 anos, impedindo assim a tomada do poder pelos comunistas. Contudo, o que mais lemos por aí é que foi um “golpe".

Talvez o leitor se pergunte: mas o que tem a ver o Regime Militar com a candidatura de Jair Bolsonaro?” Realmente, nenhuma relação.

Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, poderia ter mostrado ao vivo e à cores para a senhora Oyama como fazer perguntas sobre Economia (vide o veículo no qual trabalha). Contudo, preferiu abordar um assunto ja encerrado (a 33 anos, mais precisamente) e do qual Jair sequer ajudou a iniciar.

Leonêncio Nossa, do Estadão, na mesma linha dos demais colegas, não formulou perguntas que de fato interessam ao cidadão. Uma delas foi:

“- O senhor faz muitos ataques a jornalistas, aos sem-terra, enfim, a vários grupos. Mas tem um grupo que, pelo menos nos últimos meses, o senhor não tem atacado e o senhor não fala mal: são os banqueiros. Por que o senhor não fala mal de banqueiro?”

(Não sei o leitor, mas não vejo qualquer problema com os banqueiros.)

Leonêncio Nossa é um dos autores do livro “Viagens com o presidente", onde relata experiências do ex-presidente (preso) Luiz Inácio Lula da Silva, Governo que os banqueiros mais lucraram (veja.abril.com.br/economia/bancos-lucraram-8-vezes-mais-no-governo-de-lula-do-que-no-de-fhc). O jornalista também escreveu o livro “Mata! — o Major Curió e as guerrilhas no Araguaia", onde exalta os comunistas da guerrilha do Araguaia pós-64.

Como o leitor pôde observar, Jair Bolsonaro não conseguiu falar do seu plano de governo porque não foi questionado. Tudo o que os jornalistas fizeram foi uma tentativa infeliz de “lacrar" em cima do líder das pesquisas, revirando assuntos já discutidos e encerrados e que não interessam à população. O partidarismo escrachado manchou não só a imagem do programa como também a carreira e reputação destes profissionais.

Contudo, a pergunta que se faz é: estariam estes jornalistas dispostos a saírem do país da lacração ou querem continuar nesta matrix intelectual e, de quebra, enganando os demais?

Danielly Jesus

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29 years, UCKG member, Republican, writter.