Singularidade

Crescer em uma cidade com mais de 278.445 habitantes, cada um com sua singularidade, que acaba por delimitar socialmente quem você é. Todos nós somos diferentes e isso é o que nos torna especiais, como nossas características; Nós também somos diferentes para os demais, assim como eles também são para nós.

Em uma escola onde os aparelhos têm as mesmas funções que as tarefas rotineiras, é necessário que você faça um alerta sobre a necessidade de se comunicar. seu comportamento inadequado.

Entrar na adolescência sem saber a própria singularidade como pessoas ao redor tanto comentam com suas vozes baixas, sempre ficar em uma “bolha” criada como forma de auto segurança. Estar às quintas-feiras trocando de roupa no banheiro e acabar por ser empurrado a uma cabina e lá ficar, levando socos e chutes até que então perceber que a falta na aula terá que ser recuperada com trabalhos escritos.

Diferenças que por sua vez acabam se transformando em motivos para a discriminação e barreiras. Refletir que no mundo, as pessoas se dividem em dois grupos, normativamente desprendidos e culturalmente existentes pela sociedade de acordo com o seu sexo biológico, não está mais na faixa de temporização há algum tempo.

Pensar de forma diferente dos outros é algo normal, mas quando transformam-se em motivo para situações de desvantagens e que levam desigualdades, é preciso ter uma pausa para refletir: até onde o diferente do outro influencia ou não, em minha vida?

Ter empatia e respeito ao próximo não é uma atividade muito fácil de ser realizada, mas necessária. Você pode e tem o direito de ser contra o aborto, de ser contra determinada religião, de não ser a favor do uso de drogas mesmo quando para uso medicinal, de não ser a favor de movimentos ativistas. Respeitar todas essas questões pode ser simples, é só não fazer ou estimular um aborto, não frequentar a religião que não gosta, mas respeitá-la, não fazer apologia ao uso de drogas, ah, e não criticar quando seus direitos não forem mais reivindicados. Se você não gosta que tirem os seus direitos, é preciso aprender a não tirar os direitos dos outros.

E na escola, você pode perguntar para algum amigo próximo sobre o motivo dos estudantes estarem a rir nos corredores e, acabar por descobrir que você é o menino gay de lá. Você não pode escolher a sua singularidade, mas você pode escolher em ter empatia com o próximo e não criticá-lo, mas respeitá-lo.