não há nada mais puro do que sonhar em ser herói com sua amada

Marco num papel o que eu fiz hoje
Vou deixar anotado também o que tenho que fazer
Nunca mais você me ouve
Pegue o papel, leia, me diga o que você vê

Passado recente esquecido em segundos
E quando relembro, parece um arquivo do passado
Cheio de falhas, cruel, imundo
Digno de um medíocre fracassado

Se trata de lecionar a colorificação
Quando o aluno é nada mais que um cego
Você desesperadamente o segura pela mão
Se conforma em esperar ele morrer de velho

Dificuldade é definir o presente
Não há lucidez capaz de definir o agora
Cravo uma estaca envoltada de serpente
Suficiente para hachurar uma história

Trauma violento demais pra mim
Você, com muito esmero, esbanja altruísmo
Como se eu não conhecesse o nosso fim
Fajuta expressão de sentimentalismo

Quando daqui sair, triunfarei 
Sobre toda e qualquer intempérie
Escreverei num rascunho que amei
Não espere que eu espere

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