Noção, minha sutil canção

Cheio de esperança
Trouxe no bolso diversos ares vulneráveis
Embasbacados com o que está por vir
Entre a neutralidade do estereótipo e o sentimentalismo do que realmente é
Eu prefiro sobriedade
Para que não deixe meus pés sobre as areias do mundano
Minhas lágrimas dominadas pelo fogo
Nem as obscuridades que me puxam sem destino
Ou as garras da janela que me tentam
Enquanto me mantenho inerte na fortaleza
Imerso nas palavras de meu fazer
De meu par de mares de águas doces.
Há de se chegar um momento
Do ciclo novo
Dos mais belos presentes que o escuro desenhou
Das maiores bases que transcendem-se em pequenos acontecimentos
Da mais honrosa simplicidade que minhas mãos podem alcançar
Subitamente irregular
Ambiguamente já de se encerrar
Soltando suas mais fortes ferramentas do surtar
Que se inspiram quando sentem a brisa de um universo que sempre conspira
E mescla sinais de novos tempos
Do particular que faz-se universal.
Mas quanta ousadia em duvidar dos sinais.
Eles acendem a intuição
E expandem-na à níveis crescentes de naturalidade
E me estendo demais dessa vez.
Porque estou aqui.
Minha passada é essa.
E nela desvencilho minha jornada.
Só de ouvir minhas confissões internas
Sei que o que amanhã vai buscar
Há de se fazer cósmico
Eu gosto da palavra universal.
Aquela totalidade
Pintada de tonalidades
Lentidão
Mas acontecimento.
Mudanças bruscas e brutas.
Que de tudo enxerga-se a validade do valor.
A gentileza de enxergar que tudo está em seu devido lugar.
E assim acordo e me recomponho
Para mais uma vez.
