Revolucionar a revolução

Somos a própria revolução interna
A própria sagacidade cética
O levante dos questionamentos
Nosso embate particular
A sentença diária
Que desgasta todos os nervos
Somos o caos, a desordem em sua individualidade
Beiramos o nosso único apocalipse
Nos apegamos ao absoluto
Temos medo da coragem
Nos construímos externamente
Para desconstruir internamente
Vivemos o abalo dos egos
As canções mal inseridas
Os contextos falhos
As encenações chulas
Eu quero quebrar as sínteses do alvorecer
E contemplá-lo devidamente
Desmantelar todas as injustiças
Que trago a mim mesmo
Rechear meu emaranhado de conhecimento com a tranquilidade
De uma nova possibilidade.
Dia a dia eu trago aquele cálice de sentimentos
E procuro afogá-lo em certezas
Para ter que parar de refletir
Achei que era só eu
Mas todo mundo é assim.
