Visão

Me perco cada vez mais em contradições do poder social
Guardo-me de todos os males
Esqueço que sou terra, e o mar está longe
Lembro que sou selva, e a carcaça se esconde
Aquele cubo que é possível se fechar,
Para evitar desvendar seu enigma
A visão de um sábio que prefere se manter inerte
O olhar sentido internamente, não me diz nada
Porque pra fora já é tudo estranho
Diferentes visões, perspectivas internas.
Quando foi a última vez que eu me lembrei de trazer a alma?
E quando foi o último suspiro ao ver a luz?
E por todos aqueles dias em que me mantive gigante perante a Lua?
O tudo tenta arruinar o que não quer compreender
E pressiona até não aguentar mais.
Os bastantes já não bastam
Por que só me enxerga os defeitos?
A gente têm aquela caminhada toda pela frente, e fica de cara
vamos embora, vamos tomar aquele vinho
Pra lembrar como é ter o gosto da imersão do futuro de volta no corpo
E deixa-me dar aquele abraço constante no tempo
Não me deixe largá-lo
Troca uma moeda da sorte pra mim
Diverte o paladar do sentir
Aguça meus braços
Escolhe transmissão
Contemple-me de esbórnia
Para que eu me prazeie com momentos únicos
Bota minha pilha de mentes não fluídas na mesa
Faz uma festa com o subconsciente
Me faz um muro onde não precise mais se preocupar com as maldades do ser humano
Pula-me para o estágio da temperança de uma vez
Injete-me maturidade
Rodeie-me de tormentas boas dos tempos passados, das mães do realizar, dos filhos do querer
Choca-me com teus temperamentos mais débeis
Só vou voltar a caminhar quando tiver meus troços de volta
E o que tem ser indiferente?
As melhores almas passadas por mim já foram as mais aventureiras de meu ser
Presenciaram uma explosão de lealdade ao que é incerto
Confiando nas mãos de um próximo próspero caminho
Sabendo que podemos ser tudo, sem o nada nos atrapalhando.
E o sorriso breve de quem sabe que é tudo uma breve visão.
