Equivalência


Lembro de ter postado algo aqui que no Medium que referencia o fato de eu ter começado a querer melhorar a minha digitação, e que eu queria chegar aos 120 PPM algum dia (nem tão tarde quanto penso agora, etc). Aqui no Medium, também li algo sobre leitura dinâmica e como o processo que ela desencadeia pode levar a uma perda de estilo tanto pela parte que escreve (não há preocupação com o ritmo de parágrafos, frases, períodos) quanto pela parte que lê (não há mais análise formal). Tudo isto por causa de um app como o Spritz:

Maybe the abbreviated time it would otherwise take to slog through some dry longer texts would make the stress of such rapid-fire reading a reasonable payoff. But what about texts designed to actually be a pleasure to read, in which the aesthetics of the work are tied up as much in the prosodic relationships of the words to one another within sentences and paragraphs as to the definitions of the words? What about rhymes and near-rhymes and word choices that are consonant with one another, or dissonant? What about sentence rhythm and paragraph rhythm, pauses and run-ons, sentences whose very shortness conveys meaning not conveyed by the meanings of the words themselves? Surely this is all lost when reading using an app like Spritz.

Speed Reading as a Destructive Practice — Reading and Writing

Penso que não há relação, pelo menos direta, entre o desejo de escrever de forma mais rápida e ainda mais concisa, com o fato de ler mais rápido, que é de fato, aqui, o verdadeiro perigo da relação. Acredito que há, aqui, a necessidade de um equilíbrio, uma equivalência entre as partes. Uma (a escrita) e outra (a leitura, que nunca deve ser tão afobada) podem se encontrar, mas nunca se anular.

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