Além das aparências
“Eu acho que tem muita gente que ainda não percebeu que eleição não é concurso de miss simpatia, nem concurso de oratória e retórica. É preciso enxergar além das aparências, dos esteriótipos e do marketing, seja ele positivo ou negativo.”

Escrevi isso hoje cedo no meu Facebook, após ler um artigo na Gazeta do Povo que mencionava o índice de rejeição do candidato à presidência, Jair Bolsonaro. Entendo, de fato conheço muita gente que detesta a esquerda tanto quanto detesta Bolsonaro. Ele têm muitos defeitos, como bem exposto por outro articulista da Gazeta do Povo em artigo recente. Mas ainda assim justifico aqui mais uma vez a minha preferência política pelo candidato Bolsonaro.
Não é fácil ver nas entrelinhas, reconheço. Mas quando se trata de política, essa habilidade é indispensável para quem realmente quer entender alguma coisa e sair da bolha marqueteira, reforçada de 4 em 4 anos nas propagandas eleitorais.
O Brasil passa por uma crise política muito grave, fruto de uma revolução tanto silenciosa (hoje não mais tão silenciosa) quanto insidiosa. Essa mentalidade revolucionária “neo”marxista infestou todos os ambientes da nossa cultura, educação, costumes, economia, não poupando nem mesmo a religião. É o que chamam de marxismo cultural. Após a conquista dessa hegemônica dessas áreas citadas acima, a última barreira restante é a política. O PT estava prestes a consolidar de vez essa estratégia, acredito até que muitos deles já acreditavam ter consolidado o poder para sempre.
Porém eles não esperavam a operação lava-jato e nem um mar de brasileiros indignados, até então silenciosos, que surgiriam nas redes sociais e nas ruas, bradando palavras de ordem e elegendo para si, como representante, o corajoso e politicamente incorreto Jair Bolsonaro. O jogo havia mudado e a esquerda começou a ver ruir seu plano de poder. A hegemonia que possuíam começou a ser questionada e enfrentada por diversos brasileiros cansados de tanta doutrinação marxista nas escolas, no cinema e na televisão.
Bolsonaro que ganhou visibilidade por seus discursos inflamados e pelos diversos memes, passou a ser levado a sério como um possível contra-peso ao estado de coisas. E parece que ele realmente assumiu essa missão pra si, sendo o único que escutou e entendeu o clamor das ruas e a insatisfação do brasileiro. Ele não é genial, não tem grandes planos, não tem habilidade nenhuma em oratória. Muitas vezes ele causa vergonha alheia, fala besteira, perde a paciência, mas ainda assim é o único que de fato incorporou a indignação das ruas e fez dela algo seu.
É oportunismo político? Acho que sim, mas pela primeira vez parece ser um oportunismo dos bons, pois veio de alguém que foi alçado pelo povo a candidato a presidência, mesmo que muito disso tenha sido feito através de memes e piadas. Bolsonaro é nossa melhor opção não porque ele é o mais preparado, mas sim porque é o único que consegue dialogar honestamente com a população. Essa honestidade e capacidade de diálogo com o brasileiro médio, conquistou outros, que como ele, quer fazer do Brasil um país melhor para todos. Ele conquistou a simpatia de economistas, empresários e intelectuais, se tornando de fato em um fenômeno.

Quem não é capaz de analisar a conjuntura politica e social além do marketing oficial, só consegue ver loucura e fanatismo na militância e nos eleitores bolsonaristas. Além de ser incapaz de ver a trama que foi armada ao longo de 40 anos pelos movimentos de esquerda, que desde aquela época sonham com um governo totalitário “do bem” no Brasil. Parece teoria da conspiração, mas não é. A história está aí, é só estudar um pouco (um pouco mesmo, não precisa ser muito). Todos os outros candidatos são filhos desse sistema, dessa teia de conchavos e favores. Quando não o são, (e percebem quem ela existe) querem fazer parte e tirar proveito disso.
Bolsonaro é o único candidato a presidência que viu o mau nisso tudo e se propôs a lutar contra esse mau. Em outro artigo eu já falei porque Bolsonaro é a única opção viável. Existe um plano em ação, um plano contra o Brasil, e a única chance de causarmos dano real nesse plano é com Bolsonaro, gostemos ou não dele. A questão principal não é Bolsonaro, é o futuro do Brasil.
Se outro candidato vencer estaremos dando mais um passo, para no futuro, nos tornamos, possivelmente, numa segunda Venezuela.
