INFPs e o complexo de estrelinha incompreendida

Há alguns anos atrás eu tive meu primeiro contato com a teoria MBTI e a teoria de Carl Jung sobre introversão e extroversão. Estou com preguiça de descrever essa teoria aqui e do que ela aborda. Então faça uma favor a si mesmo e pra mim e pesquise no google para saber do que se trata hehehe.

Vou te ajudar e deixar uns links para agilizar sua pesquisa. Você pode encontrar informação e um teste no site no site 16 personalidades, além de uma explicação da teoria MBTI, acesse AQUI. Você também pode consultar esse outro Blog que considero um dos melhores, DFTBAR. Nesses dois lugares você encontrará informação suficiente para entender meu desabafo, caso você não saiba nada de MBTI. Você pode ignorar essa parte caso já conheça sobre o assunto.

Vamos, lá. Eu me enquadro na classificação INFP, e não tem ninguém que eu mais deteste (na internet) do que outros INFPs. Talvez isso aconteça porque pessoas identificadas com esse tipo têm um forte senso de valores pessoais, aos quais dificilmente abriram mão. Bem, e eu sou um desses. Mas não é isso exatamente o que mais me incomoda nas pessoas que gostam da teoria MBTI.

O que mais me incomoda é a maneira como algumas pessoas, que eu considero desprovidas de maturidade e de uma identidade própria, abraçam o rótulo reducionista que muitos sites descrevem a respeito dos diversos tipos, como se fossem a verdade última a respeito de suas personalidades. Ao invés de se utilizar da descrição dos atributos de seus respectivos tipos de personalidade para amadurecerem, para abandonarem certos vícios e falhas de caráter, eles abraçam exatamente essas falhas e vícios que os limitam, como se essas coisas fossem o suprassumo de suas personalidades. E daí surgem as síndromes de “floquinho de neve”, ou o “sou desse jeito e não vou mudar”, ou ainda “sou incompreendido e ninguém nunca me compreenderá”. Ora agindo vaidosamente num sentido “sou superior aos outros mortais” ora numa espécie de soberba as avessas, “o meu caso não tem jeito”, como se os seus problemas fossem os piores do mundo.

Isso me revolta, me repele e me dá …sono! Eu ainda sou jovem, mas já tenho alguma experiência de vida pra dizer que tudo isso que descrevi acima é “bullshit”.

Como diria o humorista carioca, “…a vida não é Larissa Manuela não, a vida é cidade alerta”

A personalidade INFP possui inclinações e aptidões que nenhuma outra personalidade possui, entretanto também possui defeitos imensos, que se não forem levados a sério impedirão o desenvolvimento saudável de qualquer um. É preciso trabalhar para que o nosso idealismo esteja sempre calcado na realidade, em coisas concretas. É preciso enfrentar o sentimento de desconforto ao se relacionar com outras pessoas que não compartilham das suas crenças. É preciso aprender a ouvir criticas, a por o pé no chão. É desse confronto com o contraditório que amadurecemos e mostramos ao mundo o melhor que nós temos e somos.

Mas como eu disse, o que eu vejo, pelo menos na internet, é um monte de pessoas imaturas, cheias de problemas, que aparentemente não querem sair da bolha que criaram para si mesmas. Se acham autenticas, mas são as pessoas de personalidade mais fraca que já conheci, vivendo uma eterna crise de adolescência.

A quem diga que umas contas atrasadas para pagar e a responsabilidade de se sustentar resolveria boa parte desse drama todo. E quer saber de uma coisa? Eu concordo! E ainda outra coisa que eu coloquei em prática, exercitar a generosidade. Parar de ficar dando voltas em torno de mim mesmo. Me preocupar mais em ajudar os outros, em ser útil, sem esperar nada em troca. Isso da uma paz interior…