Histórico político e porque escolhi seguir à Direita!

Bom, meu primeiro contato com à política foi nas eleições presidenciais em 2006 quando acompanhei minha avó ao colégio onde ela iria votar. Eu deveria ter seus 9 anos e tínhamos de escolher entre Luis Inácio e Geraldo Alckimin. Ficava me perguntando, por motivo pessoas ficavam em uma extensa fila para poder votar em um candidato que futuramente elas provavelmente chamariam de ladrão. Desde cedo ouvi pessoas endemonizar à política, ela sempre, ou quase sempre, vinha acompanhada de algum palavrão. Eu, leigo, assim como maioria é população brasileira, não tinha o menor interesse. Na época, meus hobbies eram jogar futebol na rua, video-game e escrever.

Mas em meados de 2013, quando estourou aquelas manifestações contra aumento da tarifa do transporte público, tudo mudou e eu nunca mais quis me ‘separar’ da política. Na cidade onde resido, lembro como hoje, às escolas estaduais e algumas municipais liberaram os alunos mais cedo no período da tarde para acompanhar uma manifestação contra o aumento da tarifa. Foram chegando alunos das escolas mais próximas e aos poucos a praça no Centro da cidade estava tomada por estudantes. Até aí tudo bem, participei, não houve nenhum tumulto, fomos auxiliados e acompanhados por viaturas da PM para garantir a ordem a segurança dos manifestantes, além do acompanhamento da imprensa através da TV Bandeirantes e dos jornais locais.

Ao longo de todo processo, eu tentei acompanhar cada manifestação através da internet, principalmente pelas redes sociais. Comemorava cada ato pelo Brasil. Pensava que o Brasil estava no caminho certo, estávamos na rua, brigando por uma causa e a coisa foi ficando cada vez maior. Eu não quis ouvi quando me afirmaram que eram movimentos com auxílio de políticos, os líderes das passeatas, maioria deles tinham vinculo com algum partido político, de forma direta ou indiretamente. Não acreditava até o surgirem os black blocs.

Quando iniciaram aquela baderna, me tirou toda vontade de participar novamente de uma manifestação marcada no dia da abertura da Copa das Confederações. Outro fator que me fez ficar em casa, foi o aparecimento de bandeiras partidárias (de esquerda) sendo agitadas no meio dos manifestantes. As coisas começaram a ficar sem controle e os black blocs aterrorizando as ruas pelo Brasil a fora. Vândalos queimando carros de emissoras de TV, agrediram repórteres e cinegrafistas. Eu, como tinha e ainda tenho vontade de trabalhar na imprensa, passei de apoiador a crítico. As coisas começaram a tomar rumos totalmente opostos ao propósito inicial e começaram a ganhar a antipatia da sociedade.

Em 2014, eleições presidenciais onde mais uma vez PT e PSDB chegaram no segundo turno. A falsa oposição do PSDB e o rótulo que a própria mídia colocou na cabeça dos brasileiros que ele era um partido de Direita, como eu era leigo, optei por apoiar o partido em certas ocasiões. Mas algumas propostas não batiam com a minha posição política e todos sites considerados de expressão que eu utilizei para verificar no pós-eleição, em um deles encontrei uma entrevista do então candidado do PSDB, senador Aécio Neves dizendo que ‘não adianta tentar jogar ele pra Direita, que pra la ele não iria’. Neste momento, tive uma visão totalmente diferente, comecei a pesquisar sobre o PSDB e aí que cheguei à história entre Lula e FHC e o nascimento dos partidos PT/PSDB. Por este caminho, conheci a figura de Jair Messias Bolsonaro.

Eu ouvi muito sobre o período militar, História era (e continua sendo) minha matéria favorita na escola, fiz um cruzamento de informações junto aos seus discursos e relatos de pessoas que viveram do início ao fim do regime e praticamente 90% delas diziam a mesma coisa. Como conservador que sou, defensor da família tradicional e pró-vida estava quase indo lutar pelo lado errado, o discurso da esquerda quase havia me enganado. Tudo isso tinha um responsável: Professor de sociologia! Quando tinha alguma dúvida na sala de aula eu questionava-o na frente da turma e ele sempre, sempre mesmo pedia pra buscar videos de Plínio Arruda. Ele detonava o liberalismo e tudo que fosse contrário ao pensamento da esquerda. Quando estourou o caso de Pasadena, ainda apoiava o PSDB, ele levou este tema pra sala de aula. Mesmo com poucos argumentos sobre a privatização, defendi oo plano para Petrobrás e o professor não conseguiu refutar os argumentos e mudou para outro tema e deixou outros alunos responderem. Eu não sei se ele era fraco suficiente para defender seus argumentos, mas deixou essa bela impressão.

Após todo este burburinho, curioso como eu sou, busquei mais conhecimento na área e desde já continuo à buscar cada vez mais. A Direita ela me propõe sempre está ao lado da verdade, sem qualquer tipo de rodeio, ela é firme e direta. Os valores tradicionais, a ética, toda essa cultura, além do próprio conservadorismo que tenho como base, me fez escolher este lado. A esquerda ama estereótipos, hipocrisia e a mentira. Sobre o professor citado, eu sempre tive em mente que o educador ele tem a missão de despertar a curiosidade, o senso, mas não doutrinar, coloca aí na conta mais um motivo por seguir à direita.