Até o final deste ano, são esperados mais de 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. O risco estimado é de 56,2 mulheres acometidas a cada 100 mil, segundo levantamento anual do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O câncer mama é considerado o tipo mais comum entre as mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo, a doença representa 25% dos novos casos registrados anualmente. Os dados reforçam a importância da prevenção e conhecimento sobre o assunto. Conforme Heliégina Palmieris, mastologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o câncer de mama pode ser assintomático e silencioso. “Por esse motivo, a prevenção e acompanhamento médico são tão importantes e precisam ser facilitados a toda a população feminina”.

Os sintomas mais comuns do câncer de mama são a presença de nódulos na região, alteração no formato dos seios e secreção de sangue pelos mamilos. Os tratamentos variam de acordo com o estágio da doença e podem consistir em intervenção cirúrgica, radioterapia e quimioterapia.

Infográfico: Estatísticas do câncer de Mama e Próstata de São Paulo/ Thamiris Muniz

Já o câncer de próstata não tem uma causa definida, mas existem alguns fatores que estão relacionados a maior possibilidade de desenvolver a doença. Esse é um câncer que apresenta maior incidência em homens a partir dos 50 anos de idade, sendo incomum em homens mais jovens. Há uma maior incidência em indivíduos da raça negra, e é menos comum nos países orientais. Entretanto os descendentes de orientais que vivem no Ocidente apresentam o mesmo risco da população ocidental. Os homens que têm parentes de primeiro grau que tiveram câncer de próstata também apresentam maior risco de desenvolver a doença.

O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres), que corresponde a 29% do total estimado. Ainda segundo o INCA, as estimativas servem para subsidiar os gestores federais, estaduais e municipais no planejamento de ações e nas políticas públicas de controle do câncer.

Flavia Campos conta como foi descobrir que estava com Câncer de Mama e de que maneira superou tudo.

Além disso, o segredo desta doença é a prevenção. É preciso estar atenta e aprender a conhecer seu corpo. Fazer o autoexame todos os meses ajuda muito, mas sem pânico: lembre-se que 80% dos nódulos mamários são benignos e apenas uma pequena porcentagem das secreções está relacionada ao câncer.

Sendo assim, imagine que células invadam seus tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões. Estas mesmas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças com diferentes tipos que correspondem a essas células do corpo.

As causas de câncer ao organismo podem ser variadas, sendo externas aquelas que se relaciona ao meio ambiente e aos hábitos e costumes de um ambiente social ou cultural. As internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Sendo assim, os fatores podem interagir de várias formas aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

O professou doutor Paulo Angelo Lorandi é farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981). Em entrevista ele esclarece como é possível se prevenir contra o câncer.

Com sua experiência na área a advogada, Danielle Bordinhon criou o projeto Associação de Auxílio a Pessoas com Câncer Marcio Gomes Bordinhon em homenagem ao pai. Usou todas as diretrizes na advocacia a favor de seus clientes que lutam hoje em dia para combater a doença. Ela transformou dor em trabalho e hoje em dia é vista como uma mulher forte e com a personalidade e atitudes do pai.

Durante todo o período, Danielle começou a participar de comunidades na internet, para se manter forte e entender mais a doença que seu pai tinha. Ela passou a ajudar pessoas com câncer, a primeira delas foi Isadora, uma menina de Itajaí que tinha a mesma idade da filha de Danielle na época e com o mesmo tipo de câncer de Marcio. Comovida com a história de vida da menina lutou contra tudo e todos, pedindo ajuda para Hospitais e conseguiu um tratamento para ela em São Paulo. Depois de inúmeras cirurgias, Isadora está com 10 anos e segue firme lutando contra o câncer.

Na linha do tempo, explicamos quais foram os avanços e as mudanças no tratamento de câncer.

Avanços e mudanças no tratamento do Câncer

Projeto Laboratorial de Jornalismo Online — Hipertexto — UniSantos/2016

Jornalismo 8° semestre: Danielle Martins e Thamiris Muniz