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Aqui em Pernambuco a gente cresce ouvindo frevo. Não tem jeito! Gostando ou não, pernambucano conhece nem que seja só Vassourinhas — mesmo que não saiba que conhece, a pessoa conhece, vai por mim. É nessa hora que eu agradeço por ter nascido na terra onde o frevo ferve ao sol do meio-dia, sabe?!

O frevo tem um quê de alegria, tem um toque de nostalgia, de amor e saudade. O frevo mexe com as emoções, traz o amor a flor da pele, e você não se importa se escuta aquela música há vinte anos. …


Em tempos e quarentena, a saudade vem de onde menos se espera

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Um mês de distanciamento social e a saudade já se instaurou. Venho tentando conversar e ser amiga dela, sabe? Tenho conhecido outros lados e motivos para ela aparecer. Acho que estamos nos entendendo.

Comecei sentindo falta da minha liberdade, daquele ritmo corrido da vida e de estar na rua. Não demorou muito para a saudade da rotina do trabalho e dos encontros com os amigos aparecer.

Logo veio a saudade do Recife. Sempre gostei de ser turista na minha própria cidade e não encontrar com as ruas e esquinas do meu lugar era como começar a me perder.


Um gentil lembrete para mim.

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Sempre ouvi falar que esse sentimento de familiaridade vai além do espaço físico. Nunca dei importância, ou melhor: nunca fez sentido para mim! Sempre achei que minha casa era…bem…minha casa. Minhas coisas. Minha família. Uma sucessão de frases com pronome possessivo.

Vez ou outra, quando estava há algum tempo distante de “casa”, a saudade aparecia. Vez ou outra, quando estava há algum tempo distante de “casa”,ela não dava as caras. Sempre encontrei mil pretextos até perceber que o que movia a saudade eram outros sentimentos. E, o que movia esses sentimentos eram pessoas.

Em frações de segundos tudo fez sentido. …


Minha companhia da quarentena tem sido músicas sem passado e sem futuro!

Quando a adolescência acaba, a gente deixa de besteira e passa a ouvir todo tipo de música. Aliás, nós paramos de reclamar de música! Funk, forró, dance dos anos 70…pode tocar qualquer coisa que está tudo certo.

Gosto de ouvir de tudo. Ou quase isso. Mas tenho observado que desde o início da quarentena, as músicas que tem dominado minha playlist e me deixado feliz são músicas do Jack Johnson.

É, lembra daquele cara que tinha um clipe com um macaquinho fofo? Pois então, eu conhecia ele basicamente por essa música. Que descobri recentemente, depois de quatorze anos, que se chama Upside Down. Nunca me dei o trabalho nem de decorar o nome da música! Ouvi Banana Pancakes em um story ano passado, eu acho. …


Em tempos de Spotify, por que ainda voltar pro rádio?

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Música é aquela companhia para todas as horas e humores. Uma boa trilha sonora pode salvar o nosso dia ou nos colocar no centro de uma novela mexicana. Amo! 💁

A internet facilitou consideravelmente o consumo de música. Lembro de ter passado TRÊS HORAS para baixar Disturbia da Rihanna e achei isso muito massa. A MÚSICA ERA NOVA! Acho que deve ter sido uma emoção semelhante a das pessoas que adquiriam fita k7 com “sucessos internacionais”. Imaginem que tecnológico pra época.

Hoje, qualquer música está a um click. Quando tem lançamento, sou eu que demoro para poder ouvir. …


Não é porque você não vê, que ele não existe

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Desde que entrei na faculdade, ouvi pessoas me falarem que, até me formar, eu iria superar o medo de falar em público. Afinal, era só uma besteira, né? “Isso vai passar”. Eles disseram.

E passou. Não o medo, na verdade. Passou o tempo! Lá se foi o primeiro, segundo…sexto, sétimo…cheguei no oitavo período da graduação de - ironia do destino ou não: Comunicação Social. A agonia de falar em público ainda era presente. Foram dias sem dormir direito, problema de concentração, mudanças de humor, fuga, muita fuga de toda e qualquer situação que pudesse (mesmo que de forma remota) remeter a esse tipo de exposição. …


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Toda criança pensa sobre as possíveis profissões que ela terá um dia. Nunca vi nenhuma querendo ser publicitária. Eu não era diferente. Queria ser professora. Não tinha profissão mais bonita, mais legal, interessante e instigante. Até eu entrar em um colégio normalista e desde o primeiro dia até o último, foram quatro anos, tive a certeza que isso não era pra mim.

E assim eu terminei o Normal Médio e fui fazer vestibular de Administração. Uma das decisões mais difíceis da minha vida! Eu precisava escolher um curso de gente, que me desse estabilidade e essas coisas que repetem para nós. Eu estaria feita. Quando eu recebi o resultado da prova, foi umas das melhores notícias que já recebi…havia ficado no remanejamento! Eu não estava nem aí para estabilidade, para cursar algo que pessoas normais fazem, essas coisas. …


Meu primeiro contato com a Nina deve ter acontecido entre o final de 2015 e início de 2016. Uma agitação surgiu na timeline do meu Facebook. As pessoas comemoravam calorosamente o lançamento de um documentário. Nina who? Eu nunca tinha ouvido falar nela, acredito que se eu conhecesse alguma música dela, nem saberia de quem é. Fiz uma pesquisa rápida na época, só pra entender tamanha efervescência.

Meses se passaram e de alguma forma esbarrei com o som da Nina de novo. Agora, ela era a “Nina do documentário”. Eu sabia que ela era famosa e importante, mas, no fundo, ainda era a “Nina Who?” pra mim. Fiquei apaixonada por uma música dela, Ain’t got no, I got life o nome. Normal, eu me apaixono por músicas o tempo todo. Na verdade, eu fico viciada nelas, não é nem paixão o nome. Vício é uma palavra mais adequada. Mas, enfim, de brinde me afeiçoei também a Here comes the sun. Meu Deus, que linda! Pensei isso na época e penso hoje. Volta e meia a cantarolo e nem sei o porquê. As pessoas ouvem e indagam “Beatles?”, pauso a música que ecoa na minha mente, digo “Não. Nina. Nina Simone.” e volto a dançar com a música que se exibe só pra mim, em minha mente. As pessoas continuam “Sim, mas é do Beatles.” Paro a dança, a música continua e eu respondo “Mas eu gosto da versão dela”. …


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Esse texto não é sobre você. Pode ser sobre seu sorriso. Ou seus olhos pequeninhos, assim como os meus.

Sobre seu jeito bobo, ou suas ideias mafiosas… ou mais, sobre seu jeito chato, assim como o meu, sobre os miojos e conversas da madrugada. Mas ainda sim, não seria sobre você.

Pode ser sobre como é ter um irmãozinho em um dia, e no outro o cara cresce e fica maior que você. Pode ser também sobre o amor. O amor que duas pessoas que, teoricamente, teriam tudo para serem parecidos, e são completamente opostos. E, adivinha? …


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É dia três de outubro. Sabe datas que marcam e te acompanham durante a vida? Pois é, o dia três de outubro é assim pra mim. Se fosse uma cor, eu diria que é azul. Se fosse uma comida, seria chocolate. Se fosse uma pessoa, eu chamaria de Felipe. Sintam o amor por essa data, meus amigos. É um caso sério!

Há quatorze anos o dia três é assim por aqui. É um amor que eu nem sabia que existia. Chegou emexeu com tudo! Criou rotinas, novas formas de enxergar e tentar entender a vida. …

About

Dani Vieira

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência. Ou não.

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