Recomendação: ‘’Volcano’’, o novo do Temples

Daniel Crepaldi
Jul 21, 2017 · 2 min read
Capa do Volcano

Eu não acredito que eles tão inventando o rock psicodélico pop antes do Tame Impala!

Eu dei muita sorte de conhecer eles em março desse ano, exatamente na mesma semana do lançamento do Volcano, o novo — e segundo — álbum da banda, após encontrar ‘’Strange Or Be Forgotten’’ no Youtube… e que viagem de música! O refrão me cativou de primeira. Ele tem uma percussão tão rítmica que meu cérebro na hora transformou aquela ‘’passada rítmica’’ em imagem: os Cavaleiros do Zodíaco em charretes de ouro laçadas a cavalos (aliás, eu nunca vi os Cavaleiros do Zodíaco usando cavalos. Fui enganado a infância toda?) numa viagem espacial.

E eu estava mesmo precisando de um novo álbum para ‘’não gastar’’ mais muito o Currents do Tame Impala, que eu estava ouvindo direto desde o segundo semestre de 2016. E é impossível falar do Volcano, sem falar do Currents. Sim, a sonoridade synthpop é parecida e sim a voz do James Bagshaw, vocalista do Temples é praticamente indistinguível da do Kevin Parker. Mas os dois álbuns tem uma diferença temática que não os fazem competir entre si, mas sim, se completarem. Enquanto o Currents faz um enfoque mais 80’s no uso dos sintetizadores, o Volcano continua focado nas suas essências psicodélicas dos anos 60’s.

O ponto alto do álbum é a sonoridade pop. É um álbum muito fácil de ouvir. Os refrões se tornam facilmente marcantes. E eles trabalham com muitas construções de cenários nas letras, que te fazem viajar (não acredito que eles também inventaram a música para se ouvir depois de tomar LSD), vide minha experiência com ‘’Strange Or Be Forgotten’’.

E o mérito dos caras parece ter sido justamente esse: mesmo sem serem originais na sonoridade, foram competentes o suficiente para gravar um álbum com o mesmo nível de qualidade de onde estavam copiando— Currents — , e deixaram a pegada revival/indie do Sun Structures (primeiro álbum deles) para trás, se lançando ao mercado atual do rock psicodélico pop.

Enfim, fica a recomendação.

Minhas faixas favoritas do álbum são:

Strange or Be Forgotten

Certainty

Oh the Saviour

Born Into the Sunset

How Would You Like To Go?

Open Air

In My Pocket

Temples
)

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    como é horrível e belo o dia que ainda não vi

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