Açúcar

Deixei garantias…

Deixei sangue, suor, lágrimas, todo o tipo de secreções que me era possível… de tanto, deixei-me a mim própria.

Pensava que um dia alguém juntaria os pedaços de volta e, como se de um puzzle me tratasse, conseguiria unir todos os pontos do meu ser. Escusado!

Nunca foi função de outros, mas sim o meu trabalho a tempo inteiro.
Percebi.

Não contavam com o meu ressurgimento tal era a treva que me abrigava, eu mesma não acreditava… subestimei a minha força, e nem os pesos que levantava alteravam essa perspectiva.

Todas as verdades pesavam-me nos ombros, sacudi-as há uns tempos — sorri automático — aqui estou, e bloco a bloco reconstruí a minha fortaleza.

Não criei muralhas, não bloqueei passagens, nem rotulei uns e outros, criei um espaço novo onde a felicidade e a preserverança são obrigatórias, e quem quiser desfrutar, que venha sem pesos na alma, esperando e querendo coisas boas.
Observarei.

Trouxe garantias.
Trouxe força, esperança e alegria… trago-me comigo todos os dias. Sou feliz! 
Trouxe candura, frescura e açúcar…
Tão bom… o futuro apresenta-se tão doce quanto promissor!

Danyela Afonso 27/04/2017 in https://www.facebook.com/palavraslevaasoventoquandosopra/