Destino esse poema ao destino

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Demorei, mas abri
aos poucos e sem pressa, com uma faca enferrujada
e com meus órgãos ao vento me vi
Mas chega você
e me diz
que nunca vai me entender.
Culpa minha, não sei me expor, me contenho e me contento.
Mas nunca parei de imaginar,
porque, se for pra ser será!
(Disse alguém, não lembro quem)
E seguro uma lembrança, uma moeda, repito
Se for pra ser será!
Até as palavras perderem sentido
Será se pra ser for!
Engulo a noite sozinho, guloso
me esqueço, relembro
que se for pra ser, qual a necessidade de tortura?
Eu também já não ligo se não for pra ser, acho que nunca saberei
Dou meu jeito
ou de vez me esqueço.

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