eu já bati punheta na tua pia.

eu já cuspi no teu copo de vinho bordeaux. e não foi sem catarro não. eu já furei suas camisinhas com a mesma agulha que costurei os rasgos imensos que o gato fez nos teus vestidos de seda. sabe, aqueles trancados a sete chaves no closet do terceiro andar? pois é né, gato filha da puta.

uma vez eu caguei na parte de trás dum quadro teu. treco feio da porra. cê gastou rios de dinheiro naquela merda mas nunca reparou na mancha marrom bosta de pobre que escorria por detrás dele. só gritava comigo por causa do cheiro. e, mesmo assim, à noite, vinha me buscar. tu nunca reparou no próprio cheiro né?

uma vez, ah, esse dia foi ótimo, eu enchi tua banheira de mixo. não me pergunte como. mas eu entrei nela e me deitei lá. só pra tentar tirar teu cheiro de mim. só que não, essa porra tá aqui até hoje.