pra ela, quaisquer duas estrelas no céu já eram o cruzeiro do sul.

não que não soubesse o que era o cruzeiro do sul. era o tipo de sábia que deixava os livros, teses e especificidades pra depois. agora é hora de olhar pro céu. e se rir das duas estrelas, seja lá de qual constelação elas pertencessem.

não lhe gostava o dom humano de decidir quem pertence ou não. tantas estrelas, tantas palavras, tantos corações cheios de luz. porque se negar quando podemos só amar? era o arquétipo perfeito da mãe terra que tudo compreende.

ela conjugava tudo na primeira pessoa do plural. havia ao redor dela um jogo (ou uma dança se preferir essa imagem) de pertencimentos: qualquer pessoa ao lado dela, já compunha uma constelação. brilhavam juntos.

eu nunca consegui me sentir pertencido. 
sou eu demais pra compôr um nós.

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