“…para mim, religião e espiritualidade são praticamente opostos. Religião tem a ver com respostas, enquanto espiritualidade tem a ver com perguntas.

Uma jornada espiritual para mim é quando você se questiona algo grande, como ‘Quem sou eu? Qual o significado da vida?’ e aí embarca em uma viagem em busca dessa resposta, e permite que esta ela te leve a lugares variados.

Religião é exatamente o oposto. É uma história dogmática que presume ter a resposta para todas as coisas. ‘Quem sou eu? Qual o significado da vida? — Leia a bíblia. Esta é a resposta. É assim que você deve viver. Isto é bom e isto é mau’. Ela praticamente bloqueia a jornada espiritual.”


“O fato é que um indivíduo sozinho, ou mesmo um pequeno grupo de pessoas, podem sim entrar em uma jornada pela verdade, mas uma sociedade inteira não.

Uma sociedade inteira, para funcionar, precisa de regras e limitações, e tribunais e impostos e tudo isso. Não dá pra ter um sistema de tributos com apenas grandes questionamentos sobre a vida, você precisa ter algumas regras.

Então a tragédia de todos os líderes espirituais é que, se pessoas o bastante o seguirem, elas precisarão se organizar, e isso lentamente transformará esta jornada espiritual em uma instituição religiosa, o que irá matar a espiritualidade e deixar para trás apenas algumas histórias que todos devem acreditar.”