Um conformista desconformado

Um quarto vazio
Uma mente a mil 
Pensamentos de luxuria 
E nenhuma ternura

Envolto ao relento 
A brisa me acalma
Confusa está a alma
Em pedaços ao vento

Tento mas não consigo
O frio no umbigo
A embriaguez solitária
O pavor não acalma

Chega o medo
Bancando o protagonista
Será que é antagonista?
Será que não tem jeito?

A insônia percorre
Os labirintos da mente
Algumas salas são quentes
Outras são apenas correntes

Correntes que prendem
Prendem e machucam
Causando muvuca 
Só entende quem sente

Entendem e mentem 
Para si e para os outros
Se iludem um pouco
Mas no escuro consentem