Sobre nossa individualidade

Perdi minha mãe com 19 anos. A vida continuou e uma coisa eu aprendi: somos seres únicos e devemos ser completos em nós mesmos. Graças à complicação inerente a vida que vivemos perdemos essa ideia tão essencial para nossa felicidade. Por vezes nós não temos nem a oportunidade de perceber tal verdade. Fato é, entretanto, que somente a consciência que o outro é um indivíduo único, que carrega medos, receios, esperanças, angústias e histórias, vai nos permitir viver plenamente qualquer relação. E, ainda antes disso, cabe entender que nós mesmos somos indivíduos e que temos medos, receios, angústias, desejos, etc. etc. Sendo únicos a nossa felicidade cabe a nós mesmos.

Quando propagamos nossa individualidade para fora, seja num vício, seja nos likes do Instagram, seja na pessoa que está do seu lado, o que criamos é algo fadado ao fracasso. Vivemos alegrias imediatas, mas vazias. Vivemos a mercê dos nossos receios.

Verdade é que falar é fácil e esquecer é rápido, entretanto a consciência desse fato deve ser um eterno exercício. Afinal que outra escolha nós temos?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.