Amar requer honestidade

Nosce te ipsum quer dizer “conhece-te a ti mesmo”.

Durante a vida, ouvindo os outros, a gente guarda características do amor que se tornam referência para os nossos relacionamentos futuros. Alguns descrevem o amor como romântico, apenas. Outros acabam o adjetivando como: corajoso, dedicado e resiliente. Mas, eu nunca ouvi ninguém falando sobre o amor ser honesto.

Quando digo honestidade, não falo da sinceridade que muitos dizem ter quando questionados acerca de algo. Honestidade é a sinceridade proativa e compartilhada, ela não necessita da indagação. Ser honesto é despir a alma e contar para o outro o que realmente sente, quais são as suas angustias e desejos, da forma mais inocente, sem medo de julgamento. E como está implícito: isso pode doer, mas é essencial para qualquer relação sobreviver.

No momento em que entramos em um relacionamento, ficamos encantados com o que o outro nos mostra de seu universo particular, nós passamos a enxergar a vida de uma forma mais ampla, além do nosso umbigo. Mas, nem sempre desejamos conhecer o território alheio por completo.

Quando começamos a ser honestos com as nossas relações, é realmente assustador, para ambos os lados. A agonia e a falta de entendimento pode nos levantar a questões complexas demais para serem respondidas de primeira. Inicialmente parece até burrice se abrir dessa forma, mas depois de um tempo se revela a melhor escolha que você poderia ter tomado.

A honestidade nos faz deixar diversos pesos para trás e partir para um entendimento mais claro e coletivo dos nossos objetivos e ideais enquanto relação. Não adianta nós tentarmos esconder nossos desejos e medos, afinal, onde falta honestidade sobram questionamentos para extrair a sinceridade.