Transporte de Embutidos S/A

A tentativa-e-erro é uma premissa científica. O termo sugere que cada tentativa rende um conhecimento — mesmo que pequeno — a ser estudado e melhorado, removendo os erros de cada série de tentativas, incrementando o desempenho de tentativas futuras.

Dilma tenta e erra até ao falar da mandioca. Erra ao escolher a sombra de Lula como zona de conforto. Erra em perceber que passou da hora de pegar o boné e cometer gafes históricas em outro lugar.

Lula também tenta e logicamente erra, ao tentar inibir tentativas de desmascará-lo, pois dá-se o direito de ser deus único de um céu de estrelas vermelhas. Para Lula, é uma ofensa pessoal que alguém imagine que ele seja questionado por ser o que sempre foi: um erro histórico elevado ao patamar de honoris causa por contingências políticas e que, para surpresa geral da assembléia, é apenas um senhor de idade que parece não ter aprendido sobre termos simples como mediocridade, hipocrisia, etc.

A tentativa e erro permite avaliar o passado, aprender com ele e tentar melhorar o futuro, mas o socialismo, quando enraizado na alma humana parece carregar a habilidade da memória seletiva. Basta ver que mesmo depois de 13 anos no poder, a culpa ainda é do Fernando Henrique Cardoso. Lula, o errado, sempre acerta.

O socialismo que a Ditadura coibiu e que agora tenta mais uma vez ser moda da estação é um arrazoado de péssimos conceitos, péssima gestão e pior ainda visão de sociedade. Dividir para conquistar não foi escrito por Marx, mas apoderaram-se de César como se tivesse ele nascido na velha Rússia. A proliferação de “organizações não governamentais” que recebem dinheiros do governo — tornando-se braço deste — aumentou sua participação nos lucros mas não na atividade para a qual tenha sido criada. Afinal, é de supor que em treze anos algo se faça, embora o MST, por exemplo, continue sem terras. Ou quem sabe a UNE ao menos lance uma notazinha reclamando dos cortes na Educação?

O socialismo marrom-bombom tupiniquim é um fiasco, por ser uma cópia imperfeita e bolivariana do clássico comunismo marxista. Um remendo em tecido podre, que mais desfia que tapa rasgões. Enquanto o socialismo tenta, erra e persiste no erro, nós reais trabalhadores pagamos impostos que são distribuídos a sindicatos, ONG’s e agora emendas parlamentares. Nós nos levantamos e vamos às ruas gratuitamente, em nossa folga semanal. Eles fazem showmícios em pleno dia útil e tem direito até a transporte exclusivo para embutidos.

Chega para as tentativas desse coronelismo reverso. Vamos tentar errar menos, observando os tropeços de um passado nem tão distante.

Este desabafo expressa um desejo: que meu partido, o Progressista, acredite que seja possível ser útil à sociedade como um todo e não apenas a meia dúzia de pseudo-coronéis que se acreditam líderes eternos de homens e mulheres que defendem muito mais que a simples presença no poder, em troca de favores ilícitos.

Like what you read? Give David Nobrega a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.