O Ser Desenvolvedor
Um breve resumo da vida de um desenvolvedor apaixonado pela área.

O quê é um desenvolvedor de software? De acordo com minha família, uma pessoa que tem conhecimento técnico sobre as magias atrás de um computador. Errados não estão — desenvolvedores são sim magos digitais — , mas, nem só de magia vive um desenvolvedor, então acompanha minha tragetória que aqui vos escrevo.
Quando criança, o computador me fascinava. Adorava as horas que passava jogando em um, achava extremamente prático fazer meus trabalhos no Word (nunca tive uma letra muito bonita) e gostava de estudar por lá. Os anos passam e encaro a pressão de crescer. “O que tu vai fazer na faculdade?”, falavam.
Bom, muitas vezes considerei a área, porém, os medos e incertezas me fizeram escolher Economia. Tenho um forte com números, por quê não trabalhar com diversos cálculos e administração de capitais? Na época eu namorava, e como incentivo, a família da pessoa me doou um livro. Nunca me esqueço do prazer que foi ler todo aquele livro e ter a certeza que Economia não era meu futuro.
Chegamos em 2016. Nesse ano, faço matrícula em um cursinho da região. Analisando agora, percebo como esse lugar me fez amadurecer horrores. Passei de garotinho do ensino médio para o caso do jovem estudante que muda de curso toda semana. No decorrer do ano, e com acompanhamento da escola, decido: vou fazer Ciência da Computação.
2017, calouro na Universidade. Tinha todo tipo de expectativa: Fazer sites; Construir um concorrente do Windows; Levar o homem (novamente) para a lua. Não, a caminhada é muito mais longa do que aparenta. Entender como o computador funciona, quem foi Alan Turing e o que é linguagem de máquina são os primeiros tópicos (e não tem como fugir disso). O primeiro toque com programação, inesquecível.
Depois de ver algumas estruturas de lógica que utilizamos na programação, uma grande parte dos alunos desiste do curso. Sim, estudar isso certamente não é pra qualquer um. Exige muito esforço porque muita coisa aqui — embora o embassamento teórico seja enorme — precisa de prática.
Projetos de aula aqui e alí, construo meu primeiro projeto, segunda, consigo a atenção de um colega: minha primeira oportunidade. Me torno bolsista. O ano é 2018, e eu nunca esqueci o quão frustrante foi não saber as coisas que eu precisava fazer. Atolado em livros e nas documentações das tecnologias que eu tinha que usar, com acompanhamento do professor responsável, no passar dos meses, obtive certo progresso. No final, aprendi algumas coisas e me surge a oportunidade de estagiar na área, na empresa que atualmente trabalho.
Durante essa parte da caminhada, minha rotina começava às 6 horas, me arrumava e ia para o trabalho, uma hora de trânsito. Saía às 17 em direção a Universidade para estudar até às 22. Chegava em casa e estudava até 2 as 3 da manhã. Nessa época, bebia litros de café preto. Até o dia que o corpo cobrou essa exaustão, e dormi enquanto dirigia o carro voltando para casa. Quase me envolvi em um acidente (na rodovia, haviam paralelepípedos e o carro subiu neles, o que me assustou e acordei — muita sorte). Fica a dica: não se cobre pelas coisas que precisam de dedicação e tempo, vai fazendo pouco a pouco.
Depois de quase sofrer esse acidente, decidi diminuir a velocidade com o que eu fazia meus projetos e fui desenvolvendo minhas metas por mais de um dia. Com o tempo, me adaptando as tarefas e as tecnologias que eram necessárias para colocar na aplicação, fui aperfeiçoando os meus conhecimentos e me profissionalizando mais na área.
Em 2019, amadureci minha experiência participando mais próximo das tomadas de decisão da empresa, acompanhando presencialmente os eventos, estudando finanças e marketing. Descobri, com isso, mais áreas incríveis ligadas a esse setor que vos falo. Isso tudo é muito mágico: ter o poder de levar facilidade e acessibilidade as pessoas, reduzir custos, simplificar passos burocráticos. O avanço da tecnologia é necessário para o futuro.
Enfim, hoje, na metade do curso e assumindo a posição de CTO da startup na qual trabalho, vos escrevo esse resumo de como foi minha caminhada até esse momento, como desenvolvedor. Nesses quase dois anos, entre altas e baixas me encontrei, e não abandono essa vida. E tu? Tua vida é uma aventura? Até a próxima!
