Uma Dose de Empatia

homem destruindo para encontrar-se (Susano Correia)

Por vivermos numa era de ampla informação é comum encontrarmos alguns conceitos distantes de seu real significado. Esse texto é apenas um pequeno esforço de tornar o verdadeiro conceito de empatia algo a ser discutido, afinal discutimos sobre tudo, exceto as coisas que realmente importam.

Empatia consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar, de forma objetiva e racional, o que a outra pessoa está sentindo.

Ela está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e a capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar desperta nele a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.

A capacidade de se colocar no lugar do outro, que se desenvolve através da empatia, ajuda a compreender melhor o comportamento em determinadas circunstâncias e a forma como o outro toma as decisões.

Pense nisso como um super poder que você pode despertar. Superpoderes sempre são incríveis! Ser empático é ter afinidades e se identificar com outra pessoa. É saber ouvir (os outros), compreender os seus problemas e emoções.

A empatia é diferente da simpatia, porque a simpatia é maioritariamente uma resposta intelectual, enquanto a empatia é uma fusão emotiva. Enquanto a simpatia indica uma vontade de estar na presença de outra pessoa e de agradá-la, a empatia faz brotar uma vontade de compreender e conhecer outra pessoa.

A maioria das pessoas vê a empatia como um traço positivo de caráter, mas permita-me apresentar-lhe o lado negro da empatia.


Ser capaz de simpatizar com o que outra pessoa passa e oferecer apoio e compreensão pode literalmente salvar a vida de alguém, em alguns casos, mas os empáticos assumem a energia e os sentimentos de cada pessoa que encontram. Isso fica profundamente enraizado em sua consciência, e pode deixá-los para baixo por semanas, até meses, após a interação.

Além do mais, os empáticos não apenas absorvem as emoções das pessoas com quem conversam. Eles também podem assumir a energia do seu ambiente com base nos sons, luzes, conversas e frequência geral de cada lugar que eles vão. Os empatas às vezes veem seu dom como uma maldição, porque tem um custo.

Eles tendem a negligenciar-se a fim de cuidar de todos os outros, e é aí onde o dom da bondade pode rapidamente se transformar em uma coisa negativa.

Pessoas sensíveis só querem salvar o mundo, honestamente. Elas não aguentam mais a dor, o sofrimento, a violência e a opressão. Elas querem ver um mundo cheio de paz, amor e sucesso para todos, e como devem suportar uma realidade que mantém muito do oposto para muitas pessoas, se cansam e perdem a fé facilmente. Elas precisam de muito tempo para lidar com a dureza do mundo e processá-la em seus próprios termos, e quando ajudam os outros com seus próprios problemas, este ciclo continua.

Empatas querem salvar o mundo, mas não querem perder-se no processo. É um equilíbrio delicado que precisa de ajuste constante, a fim de funcionar, para ambas as partes envolvidas.

Elas absorvem as emoções de todos ao seu redor, e devem ter tempo para si mesmas, a fim de restaurar sua energia. Quando qualquer parte de um empata se sente desequilibrada, parece uma batalha interna que ele simplesmente não consegue vencer. De certa forma, assumir os sentimentos e as emoções do mundo pode sobrecarregá-lo ainda mais, o que explica a maldição do empata em poucas palavras.

“O mundo não precisa de mais empatia, se ela significa experimentar o sofrimento de outra pessoa como seu próprio. Fazer isso pode simplesmente dobrar o sofrimento do mundo.”

(Michael Poulin, Universidade Estadual de Nova York.)
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