Alien, de Dan O'Bannon

O crítico de cinema do El País compara desfavoravelmente o primeiro “Alien” com o recente “Alien: Covenant”, ambos de Ridley Scott. Mas… e se o primeiro Alien não fosse **de* Ridley Scott e sim do seu roteirista, Dan O’Bannon?

O primeiro Alien é acima de tudo um filme de suspense extraordinariamente bem escrito. Algumas das suas decisões narrativas mais importantes, como a forma como o protagonismo de Ripley aparece relativamente tarde no filme, a precisa economia de informação, a maneira como a trama vai nos colocando no lugar de Ripley (sabemos o que ela sabe e nada mais), são decisões estruturais, de roteiro. São dramaturgia.

Carlos Boyero, o crítico, observa que, em Alien: Covenant, "ao contrário do Alien original, aqui há muita conversa e pouca ação." Quem fez do primeiro Alien um filme de pouco diálogo, conduzido por uma trama praticamente minimalista, um esconde-esconde sombrio no qual a cada momento cai alguém, até restar, sozinha com seu gato, de calcinha e camiseta, a intrépida tenente Ripley? Ridley Scott, responderia a esmagadora maioria dos críticos. Mas e se…