Sobre o Uber e a inovação

No último ano houve uma enorme polêmica que dividiu muitos gaúchos (nenhuma novidade), mas apesar de estarmos acostumados a fazer de tudo uma disputa, desta vez o pilar foi uma empresa americana que assim como em outras cidades do mundo, colocou o dedo em uma ferida de uma forma que a tampos não fazíamos por aqui.

Porto Alegre tem uma frota de táxis que a muito tempo precisa ser renovada e mesmo se tratando de uma concessão pública, é de conhecimento popular que algumas pessoas exploram muitos carros na praça, o que leva a um certo monopólio do serviço contribuindo para a degradação da qualidade do serviço oferecido.

É comum histórias de amigos que não conseguem táxis nos dias de chuva ou em um evento como jogo de futebol, mesmo com vários carros parados no ponto de táxi, porque simplesmente eles trabalham só quando querem e como só eles tem a “placa” nunca enfrentaram concorrência á altura.

O Uber trouxe uma concorrência que mexeu com os taxistas, provocando revolta em alguns e fazendo com que os mais espertos melhorassem seus serviços, sua cordialidade com os clientes etc. Afinal o medo de perder o cliente para a concorrência, sempre nos leva a um serviço melhor.

Por outro lado o Uber é uma MEGA empresa estadunidense que se propõe a prestar um serviço de melhor qualidade, no entanto sem contribuir com imposto como uma empresa nacional contribuiria.

Grande parte dos motoristas da praça, são funcionários dos “donos” das placas e com o Uber poderiam tornar-se empresários individuais, o que seria um aumento no ganho e também na perspectiva de carreira dessas pessoas.

Acontece que o Uber já divulgou abertamente seu desejo de em alguns anos colocar no mercado uma frota de carros autônomos, sim estes carros elétricos produzidos pela Tesla e pelo Google que não precisam de motorista. Isso, segundo o Uber reduziria a tarifa para o cliente e tornaria o serviço mais eficiente e abrangente, pois poderiam colocar carros em todo o mundo e as pessoas não precisariam comprar automóveis, bastaria assinar o Uber.

E os motoristas que eles tanto defendem? Bom, estes o Uber só vai defender até que tenha dinheiro suficiente para substituí-los por robôs, o que não se sabe quanto tempo vai demorar.

Se isso é ruim ou bom, não sei, tire suas próprias conclusões. Por um lado, é uma única empresa explorando um serviço público e enriquecendo com o trabalho dos outros, sem respeito as leis locais etc. Por outro é um progresso, um novo paradigma e pode ser irracional ir contra o progresso tecnológico.

As conclusões são suas…

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