O banho e a nossa carga horária de trabalho diário.

Os direitos dos trabalhadores no cenário mundial e nacional foram conquistados ao longo dos anos, tendo aqui no Brasil durante a Era Vargas vitórias importantes como a C.L.T, que vigora até hoje com algumas alterações. Porém, a legislação trabalhista dessa época não considerou os diferentes níveis de produtividade dos profissionais e nem previu os rápidos avanços tecnológicos que fazem parte da nossa realidade.

Por isso, o que temos hoje são leis trabalhistas que muitas vezes são inimigas da produtividade, matando a possibilidade de otimização dos resultados das empresas e profissionais e melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores. Pense em você, por exemplo: já teve dias em que conseguiu realizar todas as suas atividades em menos tempo do que as oito horas diárias obrigatórias?

Penso essa relação de tempo e produtividade como a atividade de se tomar um banho. Isso mesmo, um banho!

Se uma pessoa ficar durante uma hora debaixo do chuveiro, será possível com certeza afirmar que ela tomou um bom banho?

Ou se uma pessoa tomou um banho de cinco minutos, será que seu banho foi menos produtivo?

Quem ficou muito tempo no banho pode muito bem ter enrolado, deixando somente a água escorrer pelo ralo e, da mesma forma, àquele que tomou um banho rápido pode ter se lavado da melhor forma possível.

Precisamos deixar de lado esse pensamento de apenas cumprir as cargas horárias obrigatórias, como se o indicador de um bom ou mau trabalho fosse apenas o relógio. Mas para que pessoas e empresas possam melhorar essa relação de produtividade, é necessário que a nossa legislação facilite e legalize esse processo.

Cada vez mais as novas gerações estão se inserindo no mercado de trabalho e elas se apresentam muito mais exigentes com a relação entre vida pessoal e trabalho. Portanto, empresas e governo devem se preparar e atender às novas demandas trabalhistas que estão surgindo, aproveitando esse momento de crise para trazer mudanças positivas para o nosso mercado de trabalho.

As leis trabalhistas brasileiras precisam de um F5 urgente!!!