Pensem nessas coisas
Domingo (09/07/2017), 22:38.
Terminei a janta e começo a fazer o checklist do dia seguinte. Tarefas no trabalho que não dependem de mim me assustam, as questões em casa me deixam em dúvida sobre o que seguir na vida, e por fim, a quantidade de ideas que surgem em um grupo me travam a cabeça. Sinto o queimar da ansiedade arder na barriga.
Deito na cama. Sim, é ela mesmo, a ansiedade começa a queimar de dentro para fora. Não consigo mais pensar em nenhuma das atividades, apenas que não conseguirei resolve-las ou termina-las. Desapontarei pessoas, falharei.
Esbarro nas folhas que deveria ter jogado fora após a aula que dei. “Pense nessas coisas” dizia em negrito. Tento pega-las, bastam de tarefas à fazer depois. Era um pequeno versículo da Bíblia, Tessalonicenses 4:8:

Pela manhã falei sobre a necessidade de pensarmos nisto para “fugir” da tentação do pecado. E ora, parece que o professor precisava de mais algumas aulas. Quem eu acho que sou para resolver estes problemas? Uma ferramenta apenas, um instrumento e nada mais. Um humilde vaso de barro nas mãos do oleiro é o que eu deveria ser, disposto a ser mudado, disponível a ser útil.
Creio que Paulo e Filipe mandaram essa carta ao pessoal de Filipenses com esse lembrete pois as vezes nos esquecemos que somos servos, mas isto é um enorme privilégio. De andarmos em irmandade e vermos os atos de verdade, nobreza, retidão, santidade, amabilidade e toda boa fama.
Curou a ansiedade? Admito que gostaria de dizer que sim, essa é a “pilula mágica que cura a ansiedade”, mas não foi esta para mim. Entretanto foi uma dose suficiente para me levantar e escrever.
Me fez lembrar que sim, existe o que lembrar para manter os pés no chão, manter o sorriso no rosto e o coração disposto. A Graça dEle nos basta. E como é bom poder confiar só nEle. A vida segue, segunda é a chance de me mostrar errado. De atingir os desafios e os superar, e se não os alcançar saber que dei meu melhor até lá.
