Descartabilidade?

Deparei-me com um texto sendo compartilhado por uma amiga (talvez conhecida, pois não nos falamos com tanta frequencia e não somos tão próximos como a palavra “amiga” sugere, mas ainda não deixo de ter certo carinho).

O texto relata a descartabilidade das coisas dentro de nossa geração. Da rapidez que nos apegamos e da velocidade ainda maior que nós descartamos aquilo que nos apegamos e da velocidade absurda com a qual achamos uma reposição, sendo ela à altura, ou não.

Enfim, o texto relata com bastante detalhes os processos que ocorrem dentro dos nossos ciclos de amizades, namoradxs, empregos. Ele ressalta bastante o lado da efemeridade de tudo que acontece conosco em nossos ciclos.

Todavia, a pessoa que escreveu o texto não foi capaz de olhar a mesma situação através de uma outra ótica. Ela não consegue observar como isso nos afeta e de como isso pode afetar os outros, porque sim, por mais que as escolhas sejam feitas na tentativa de melhorarmos através da mudança, elas acabam afetando diretamente as coisas ao nosso redor, pois geralmente acabamos pensando mais em nós ao realizar esta mudanças e usamos aquele jargão batido, entretanto verdadeiro, de que precisamos pensar em nós.

O texto relata como se o que vivemos hoje é uma experiência totalmente negativa.

O texto esquece de considerar de que quando fazemos essas mudanças, fazemos por alguma razão. Fazemos pelas novas possibilidades, por acreditar que fazer algo novo irá agregar uma boa e agradável experiência, e que mesmo não sendo boa, seria nova, e ainda assim, aprenderíamos a não repeti-la.

O texto esquece de citar a facilidade que nos livramos de relacionamentos abusivos sem desprendimentos, pois observamos os pontos negativos e não usamos a sensação de nostalgia dos momentos bons para julgar se vale a pena manter ou não. E isso não se resume apenas a relacionamentos, mas a empregos, posses materiais entre outros.

O texto esquece de mencionar que somos assim porque pensamos mais em nós mesmos, que não somos de ficar agradando a quem pouco nos importa. Não somos de ficar de enrolação para desapegarmos a aquilo que não queremos, embora possa acontecer de existirem certas duvidas nestes processos.

Fazemos o que fazemos para que sobrevivamos mais um dia, sem nos machucarmos e para termos chances de experienciar coisas novas, sem amarras ou ressentimentos.

Barney Stinson do seriado How I Met Your Mother

Texto base:

http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/a-geracao-que-trata-tudo-como-descartavel/