Como a Johnson & Johnson me conecta com o meu propósito

Me chamo Dayana Seiblitz, sou Engenheira de Produção e moro no Rio de Janeiro. Os produtos da J&J sempre fizeram parte da minha vida. Johnson’s Baby, Acuve, Sundown e Neutrogena são alguns dos quais não abro mão.

Eu e meus pais

Meus pais me ensinaram a ser independente e responsável. Com 6 anos ganhei a chave de casa; aos 8 voltava sozinha da escola; aos 10 me rematriculava no colégio. Esta independência inspirou a vontade de um dia fazer intercâmbio.

Fiz curso de inglês, Kumon, era do grêmio estudantil, participei das olimpíadas de matemática e decidi virar engenheira. Na faculdade, participei de projetos de pesquisa, iniciação científica e tornei-me estagiária. Na TIM, aprendi sobre padronização de documentos, elaboração de apresentações, postura profissional e gestão de projetos.

Então, lançaram o Ciência sem Fronteiras. Entre os requisitos estavam a proficiência na língua e “ser aluno de excelência”. Conquistei a nota do TOEFL, mas fui indeferida pela minha universidade por ter um “CR baixo”. Frente a isso, decidi não mais cursar disciplinas do ciclo básico e aumentar meu CR com as do profissionalizante. Este processo demorou dois anos.

Neste período, saí da TIM e iniciei na ABEPRO, associação promotora dos maiores congressos nacionais de EP, e viajando pelo Brasil para realizar os eventos. Aprendi sobre planejamento, organização e realização de eventos, gestão de pessoas e atendimento ao público.

Equipe ABEPRO — ENCEP 2014

Inconformada com a inexistência do símbolo oficial da profissão, desenvolvi um concurso cultural para escolher nossa identidade. Após a implementação do projeto, o símbolo foi reconhecido pela comunidade.

Fui aprovada no CsF e morei por dois semestres em Pueblo-CO, EUA. Estudei, viajei, participei do clube de estudantes internacionais, fui voluntária do Junior Achievement e fiz amigos incríveis.

No verão, morei em Athens-OH, e trabalhei na área de qualidade da fábrica da KENWORTH.

O intercâmbio foi, definitivamente, a maior história de transformação da minha vida. Através dele, iniciei um processo de autoconhecimento. A partir de dificuldades como o choque cultural, solidão, alguns percalços e a incerteza do pós intercâmbio, tornei-me uma pessoa com capacidade de respeitar pontos de vista diferentes, validar dores alheias, menos ansiosa e mais resiliente — não existia alternativa a ser forte.

Retornando ao Brasil, fui efetivada na ABEPRO. Responsável pela equipe de alunos voluntários de 2015, por vezes fui rígida com a imaturidade de alguns. A equipe conseguiu realizar o trabalho, mas as expectativas de alguns voluntários não foram alcançadas. Como resultado, a pesquisa de satisfação apontou reclamações sobre a equipe. Percebi que minha gestão foi ineficiente. Em seguida, assumi a coordenação da associação e passei a estudar sobre métodos de liderança.

Equipe ABEPRO — ENEGEP 2015

Em 2016, implementei um processo seletivo de forma a atrair alunos realmente engajados e desenvolvi a premiação para os destaques da equipe. No evento, fui responsável pela gestão do transporte dos congressistas, adotando nova postura da liderança dos voluntários. Juntos realizamos a atividade com eficiência, resolvendo imprevistos e oferecendo o melhor atendimento ao congressista. Como resultado, um dos membros da minha equipe foi premiado como voluntário modelo — e a pesquisa de satisfação comprovou a satisfação de congressistas e voluntários.

Equipe de Transportes ENEGEP 2016 — Voluntário Modelo (último da direita)

Na ABEPRO, reconheci a importância do cuidado e empatia numa gestão eficiente. Percebi a relevância do trabalho voluntário na formação profissional. Os alunos desta época, que motivavam seus colegas, hoje ocupam posições de destaque em suas carreiras.

Pela dedicação ao trabalho, meu desempenho na faculdade foi afetado. Em 2017, desafiei-me a só estudar para finalizar as disciplinas restantes, muitas do ciclo básico. Me tornei representante estadual da ABEPRO Jovem, grupo que auxilia os estudantes e dissemina a Engenharia de Produção. Realizei atividades como palestrar nas universidades sobre nossa carreira; desenvolvendo a habilidade de falar em público.

Palestra UNILASALLE 2017

Deixei a associação e tornei-me conselheira do NUEEP/RJ, cujo objetivo é conectar o graduando às oportunidades, oferecendo mentorias. Meu trabalho é orientar as ações da equipe

Equipe NUEEP-RJ 2018

Fui estagiária temporária de jan-mai/2018 no HOTEL URBANO, onde pude desenvolver um projeto de melhoria nos processos de atendimento ao cliente.

Atualmente, escrevo meu TCC com o tema “A importância do voluntariado na formação do engenheiro de produção”.

Ademais, me reencontrei no esporte como atleta universitária. Pela integração com os alunos, tornei-me membro da comissão eleitoral da atlética e do CAEng. Perguntei-lhes o que diriam sobre mim. Fui surpreendida por seus discursos, principalmente por trabalhar duro para me transformar na pessoa que sou hoje. Ser reconhecida por eles, por conseguir dialogar com grupos diversos, encarar desafios “sem medo”, ser focada, decidida, pensando no coletivo e empenhada no que me proponho a fazer, me orgulha.

Handball — Intereng 2018

Minha característica mais marcante é a coragem. Não sou destemida, tenho medo de falhar, mas temo mais não progredir. Nestes últimos anos, os assuntos que mais pesquiso são: feminismo e veganismo. Leio sobre a importância da igualdade social/política/econômica entre os gêneros e o impacto da exploração animal ao meio ambiente, sociedade e nas vidas destes seres em nome da “sobrevivência humana”.

Minha tatuagem preferida

O trainee da J&J foi um dos últimos a ser lançado neste ano, mas foi o mais esperado. Ao deparar-me com o credo da empresa, percebi que é aonde quero construir minha carreira. Consigo enxergar a oportunidade da implantação da logística reversa de produtos como as embalagens de lentes de contato, incentivando a reciclagem dos materiais. Ademais, sei que a empresa se preocupa com o cliente; respeita seus funcionários, reconhecendo a importância do desenvolvimento feminino, da família e igualdade salarial, promovendo licença paternidade justa; além de cuidar da sociedade e o meio ambiente em que atua; investindo na pesquisa cientifica e no desenvolvimento de tecnologias, se comprometendo com seus acionistas.

A Duda Kertesz é uma das minhas grandes inspirações. Em um de seus vídeos, conta sua história de coragem ao conquistar espaço em um board de diretores homens, mais velhos e experientes. E sua carreira de sucesso na companhia continua.

Sou movida pelo meu propósito: ajudar na transformação do mundo através da minha carreira e experiências. Minha prioridade não é acumular cifras. Eu busco oferecer minha força de trabalho na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quero ser reconhecida por fazer a diferença, empoderar as pessoas e respeitar o ambiente em que vivo; inspirar jovens empreendedores a utilizarem seus conhecimentos e força de vontade para desenvolverem suas comunidades; e deixar como legado a diminuição da distância entre pesquisa acadêmica e o mercado de trabalho.