Estilhaços

Um copo, a queda,

o barulho que acelera seu coração, o salto do susto de quem foi relapsa numa atividade cotidiana.

Como eu deixei acontecer de novo?

A resposta está nas mãos inseguras, que parecem alheias à própria insegurança da mente que comanda o corpo ao qual pertencem.

A gente tenta juntar os cacos que ficam, sabe? cada mísero pedaço espalhado, mesmo sabendo que não há reparo. Tenta dizer que tudo bem, que isso acontece toda hora, com todo mundo.

A mão toca o vidro gelado, a borda brilhante rompe a pele, manchando o vidro com tons de um vermelho morno.

Acontece com todo mundo.

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