Dia 1 - Descreva um lugar

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Gosto como o tempo parece parado lá, algumas construções me fazem imaginar que vivo em uma época passada e imagino como tudo aquilo era no auge dos anos em que foi criado: os estábulos, as alamedas, as casinhas com escada na entrada e a arquibancada, talvez lotada de pessoas usando chapéu.

Caminhos labirínticos cercados por vegetação, cruzamentos que te fazem vaguear entre árvores muito antigas, peixes nadando em lagos criados e alguns animais soltos, que desfrutam do direito ao passeio tanto qualquer outro pedestre caminhando por ali.

Porém, de todo o lugar, há um espaço especial que sequer sabia o nome antes de dar uma pesquisada: Pergolado. Gosto desse nome, me lembra pérola, algo tão delicado e bonito como a luz que passa pelas suas colunas e teto, que se revezando entre vidros e vazados, cria desenhos e sombras em tudo ao redor.

Nele há alguns banquinhos de concreto, onde é possível sentar e contemplar as pessoas aproveitando uma tarde tranquila, vendedores de algodão-doce, e inusitadamente, algumas galinhas ciscando no gramado.

É um respiro há poucos metros do caos, uma semi-paz na boca de uma avenida movimentadíssima. Foi só após dois anos morando na cidade de São Paulo que conheci o Parque da Água Branca.