A ambulante

Correu com o sustento nas costas

Seu suor era o seu alimento

Apesar do ardor do gosto amargo

Era só mais um dia no arrebento

Correu porque ouviu o assobio

Que avisava que o medo ia chegar

O medo era aquele que ninguém viu

O homem que achava poder mandar

Correu pra não perder todo o seu dia

E também pra não apanhar

O medo utiliza de covardia

Só pra impedi-la de trabalhar

Corria e voltava pro mesmo lugar

Só pra voltar de novo a correr

Toda vez que o medo se aproximar

Ela corre sem tempo pra temer.

Like what you read? Give Débora Rita a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.