Eu já andei por aí. Atravessei alguns países, fronteiras e continentes. Já vi coisas lindas! Eu vi a noite chegar iluminada apenas pelas luzes trêmulas em Montmartre. Casais de velhinhos, trajando ternos e vestidos chiques a caminho do teatro, de mãos dadas em Londres. Eu vi o teto da Capela Sistina, a Monalisa, as Flores de Van Gogh e os relógios derretidos de Dalí. Já tomei porres em barcos ancorados no porto de Copenhague e sequei toda cerveja de Brugge. Já vi Edinburgo do topo de um vulcão. Vi a torcida do Sankt Pauli comemorar um gol contra o Bayern em Hamburgo. Já vi as ondas do mar irlandês quebrando naqueles penhascos verdes a caminho de Galway. Já vi Nova York durante o Natal, Nova Orleans durante o Carnaval e Amsterdam através de cogumelos alucinógenos, por muitos anos pensei em dividir essas histórias com os meus netos. Penso que Mariana irá colocar nomes que possuem peso histórico, Alexandre ou José, quem sabe uma homenagem a menina que se apaixonou pela voz de um homem bomba. Mariana fará a escolha certa.

Você se afastaria de alguém pelo fato dela dançar mais rápido que você?

Deve existir uma teoria que descreve o motivo pelo qual as pessoas se encontram, teorias além dessas que discutíamos entre uma cerveja e outra, deve existir uma outra teoria que relata o motivo pelo qual as pessoas se afastam e uma terceira teoria que explica o grau de loucura que atraímos.

Seus olhos me perturbam,

Me despedem a alma.

O peso da sua farda e a necessidade de franqueza, no início, assusta. Minha necessidade de autoconhecimento se perde na sua autoconfiança.

Queria te perguntar se esses quinze dias serão responsáveis por um adeus ou se ainda vou te ver em Istambul.

Seus sonhos são diferentes dos meus, mas férias são pra viajar e talvez eu tire uma foto sua segurando a Torre Eiffel com a ponta dos dedos ou qualquer outro lugar bem clichê turístico. Trivial. Tudo o que você jamais foi.

Eu não sei cantar e cansei de ir embora de todo lugar que chamo de casa.

O que eu faço agora que não sei mais pertencer?

Fico repetindo: é melhor assim, é o certo a se fazer. Ir. Somente ir, porque se eu ficar vou te destruir como faço com tudo. Eu canso e aí? E depois?

Para onde vão os seus sonhos quando a realidade os engole?

Tem um céu pros sonhos mortos onde eles viram realidade paralela, será?

Será que eu já te beijei em uma unidade paralela?

Tudo está se afastando porque em algum momento já esteve próximo. Tudo já saiu de um ponto único. O mundo é grande e deve haver um lugar nele onde eu possa permanecer, ficar, ser. Existir ali sem partir. Deve haver um lugar. sem você. Sem ninguém que eu possa destruir. Aliás, onde tenha alguém que eu possa ajudar, de alguma forma, deve existir. Tem que existir.

canta pra eu dormir?

canta pra eu partir?

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