deuzolivre entrar em 2019 com isso tudo dentro de mim

Baile do Bowie na primeira semana. Quase estourando as vidraça do Cine Joia ao começar o set com I Wanna Be Your Dog. E queria mesmo. Cigarettes After Sex ainda era gostoso naquela época. Quando o sujeito é oculto a dor faz parte do daydream. Onde 12h de Brian Jonestown Massacre intercalado com a mesma música do Stone Roses faziam total sentido. E Chet Baker Sings quando tinha que doer pra passar.

Carnaval Jorge Ben. Sem garfo porque aqueles eram dias de sopa.

Aí começou 2018 pra valer, com aquela loucura para todos os lados.

Quebrar o tornozelo ao som…


Tomar sol até queimar você de mim.

Se esfregar no banho até arrancar as tatuagens fora.

Expulsar os gritos do travesseiro.

Depois de ter pavimentado o rosto com as próprias lágrimas.

Vomitar toda histeria.

Deixar o cloro moldar o cabelo.

Sentir o peito livre de toda aquela dor.

Reler paranóias.

Esperar pacientemente o tempo das coisas.

Não ter ideia de como sobreviveu a tudo isso.

Soltar.

Dormir sem remédios.

Levantar sem medicação.

Deitar antes da meia-noite.

Manter a janela aberta.

Preferir ficar em casa.

Dispensar confusão.

Perdoar equívocos.

Não atender ligações.

Nem ligar pra muita coisa.

Deixar a água da…


the heartache’s in me till this day

Toda vez que não consigo mais conviver com a gritaria na minha cabeça ouço música de barulho. Quando é o peito que está apertado num nó de estilhaços mergulho no silêncio entorpecente do chillhop. Mas quando preciso que a vida volte a fazer o mínimo de sentido, os anos 60 são meus trilhos. E não existe uma vez em que ao reencontrar meus clássicos, não me pergunte como consegui me deixar descarrilhar por tão pouco.

Sim, “mulher que anda na linha é atropelada pelo trem”. …


Um papo eu comigo

Lembro perfeitamente quando escrever (especialmente sobre música) começou a perder sentido pra mim. Enquanto assistia um desses festivais que custam um salário mínimo pela TV, acontecia uma das primeiras manifestações de domingo na Av Paulista em volta de um pato de borracha com todo mundo usando a camiseta da seleção brasileira como abadá.

O ano era 2014 ou 2015 e desde 2013 já estava transtornada com a história da PM de SP descendo bomba e bala de borracha na galera que se manifestava por causa de passagem de ônibus. Aliás, daí vem a história de “não…


Dia desses pediram pra eu escrever um release sobre as coisas que fiz nos últimos anos e foi um exercício ótimo pra lembrar quem sou. E fica aí caso alguém queira conhecer :)

Cine Joia, Janeiro 2018

Dj de música alternativa e diversas vertentes e subgêneros do rock desde 2005, é redatora, escritora, pesquisadora e curadora de conteúdo musical.

Produtora das festas alternativas ​NoFUN​ e ​Gimme Danger,​ foi residente do ​Clube Outs, Squat e Clube V.U.​ Discoteca também como convidada em diversas casas do circuito alternativo, como ​Cine Jóia, Funhouse, Astronete, Alberta #3, Clube Morpheus, Tex, Lab, Lady Hell, D-Edge, Olga 17, Secretinho, Casa…


Quedizê então que words are very unnecessary?

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

¯\_(ツ)_/¯


O juiz quer jogo e não apita essa porra nunca

Duas casas. Que não são minhas. Uma inteira semi desmontada e encaixotada com dois gato. Outra que é um quarto com algumas caixas e todas as minhas roupas ensacadas.

A dos gato não tem mais TV ou internet. A das roupas tem um outro gato que quer a minha morte.

Quatro quarteirões. Yeyé french pop. De overbooking a nenhum plano. Cinco reais e quarenta e cinco centavos na poupança. Árbitro de vidro de olho em cada lance em falso. …


De todas as cafonices que já me permiti escrever

Você é minha favorita

Só Deus sabe o quanto estou escrevendo isso contrariada. Mas se um lance não sai da tua cabeça há dias, e resolve gritar contigo de madrugada, é melhor vomitar logo.

Porque é isso o que você é. O que o corpo não consegue digerir. Visceral que fala. E sequer tem noção disso, camuflado na doçura de gentilezas e cuidados.

Teu corpo. Teu corpo tem a beleza etéril e imaculada de uma daquelas capas do Led Zepplin, banda que nem ligo tanto assim.

Teus olhos entraram dentro de mim e hoje não há nada que eu sinta que não passe de raspão por você.

Eu poderia discorrer por linhas e linhas sobre todo nosso multi-universo infinito.

Mas a exemplo do seu silêncio, me recolho por aqui, como as perninhas cansadas de mentiras não ditas.


Hoje eu quero um texto bem levinho

Neon tumblr lights. Milky Galaxy wallpappers. Uso não parcimônico de glitter. Luzinhas de natal contornando a casa. Copos de pote. A planta da sala que não para de crescer. Playlists. Lavar louça ouvindo goldies. Enrolar uma mecha do cabelo enquanto “You will still love me tomorrow” ecoa pela sala. Me maquiar pra ficar em casa. Filtro em cima de filtro. Usar o inseticida como se fosse um maçarico. Lavar a louça enquanto prepara uma refeição pavorosa. Os dois gatos roncando em cima de mim. Pensar em cortar o cabelo. Cogitar tingir o cabelo…


Juro que tinha um título melhor pra essa merda

Faltam 10 minutos para as 5h da manhã de algum dia do ano que eu prometi que não faria absolutamente tudo que estou fazendo. Mentira.

Em 2017 o caos e a inconsequência me levaram pra sair e quando eu via a alavanca do apocalipse já tinha sido puxada e eu tava muito bem maquiada, inclusive.

Esse ano parece que chegou uma governanta nova desligando o som e colocando a galera pra fora. …

DebbieHell

Redatora, DJ, doida por música. Vinyl & playlist junkie. Ouvindo Antes de Morrer, Música de Menina, Debbie Records, Gimme Danger, NoFUN. Meus textinho :3

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store