Relacionamentos líquidos

Quantos amores para vida toda uma pessoa pode ter? Eu, particularmente, responderia dizendo “um no máximo!”. Mas acho que a minha visão de relacionamento amoroso pode estar bem ultrapassada. Basta olhar o nosso querido Facebook, para percebermos que só em um mesmo ano, alguém pode ter uns três (ou mais! rs) amores para vida toda.

Veja bem, não estou aqui para generalizar a coisa e tal, mas é impossível negar que essa é a realidade de hoje. Sim, realidade. Porque essa ideia deturpada de amor eterno é visível no nosso cotidiano, você seja adepto ou não dela. E digo deturpada, porque falar de amor, dizer que está amando alguém e afins, é mesmo muito fácil. Com certeza, meus caros, o difícil é viver o amor e todos os seus poréns.

Bauman usa um termo que acredito ser ideal para expressar os relacionamentos atuais, “Amor Líquido”. É exatamente essa sensação de liquidez que tenho quando observo esses tais amores. Eles são líquidos! Esvaem-se com o menor furo, brecha ou rachadura que surja.

As pessoas juram amor eterno, mas morrem de medo de assumir o compromisso com o outro que é necessário pra isso. E não estou falando de casamento, rs. Estou falando que amar alguém exige renúncia, paciência, compreensão, paciência, parceria e paciência. O outro é terreno em obras assim como você.

Queremos que o outro nos aceite com todas as nossas inseguranças e defeitos, mas precisamos entender que também temos que aceitar isso no outro. É necessário solidificar nosso ideal de relacionamento. Começar a entender que amor eterno é raro, é difícil, e principalmente não se constrói em uma semana ou um mês. Se leva muito tempo pra chegar lá, se leva a vida toda.

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