respira e equilibra

o equilíbrio é algo que descobrimos desde a tenra infância até a nossa velhice, tanto fisicamente como emocionalmente. minha mãe costumava contar que para aprender a caminhar, eu tinha o hábito de me segurar em objetos como mesas, estantes e cadeiras até “pegar” o jeito, ou seja, até adquirir o equilíbrio necessário para andar sozinha. até aí, tudo bem. depois que uma criança aprende a caminhar, mal sabe ela que o próximo aprendizado é ter equilíbrio para não cair nas brincadeiras e também da bicicleta, quando as pessoas retiram as rodinhas de apoio e assim o aprendizado vem de alguma forma, equilibrado ou não.
no auge dos meus 33, venho descobrindo que o equilíbrio da vida adulta parece ser mais desafiador que o equilíbrio da infância nas brincadeiras, ou então, o equilíbrio de se manter em cima de um skate na adolescência. você não tem a vigília de pessoas adultas e também o cuidado e a parceria constante de amizades “chiclete” quando andava com seu “bando”. na vida adulta você não quer demonstrar as suas fraquezas e procura saídas para provar que já pode ser alguém totalmente independente e uma pessoa super… equilibrada! você pode ter o equilíbrio físico para subir as escadas do seu prédio carregando uma bicicleta e surpreender-se quando encosta num carro em movimento na rua e perde o equilíbrio se acidentando com a mesma bicicleta que carrega por aí. mas por um lado isso é bom: por que você caiu? surgem muitas perguntas!
você “cai” quando está fora de você. como assim, fora de você? você cai quando seu corpo está num lugar e sua cabeça ou melhor, sua mente, fica lá para trás ou então se encontra lá na frente, deixando o atual presente “a deus dará”. na vida adulta venho percebendo que o relógio anda mais rápido, ou será que somos nós adultas (os) que aceleramos esse relógio inexistente através de um sistema que “empurra” pra isso? o que os desequilíbrios cotidianos vêm ensinar para uma mente que preza por criar significados? hoje tem um bocado de alternativas para equilibrar e principalmente, desequilibrar. nosso mundo está rodeado por muitas coisas que nos “tiram” da gente. celular, tv, festas, eventos, pressão, cobranças e barulho, muito barulho… por nada!
não tem receita, não tem técnica, não tem milagre para “desligar” o botão do desequilíbrio por mais que a gente ache que festas, drinques, jogo de futebol, rolês e celulares são libertadores, nos trazendo uma mera ilusão de “carpe diem” a todo momento que o tédio bater (lembrando que o tédio é algo precioso para a criatividade e até isso a pós-modernidade quer nos tirar). o que tem e que eu já encontrei na tal da vida adulta, é uma chave que abre a portinha de olhar para dentro de si ou como diria caio fernando abreu “o caminho é IN e não ON” e encontrar o senhor equilíbrio. técnicas de respiração do tipo inspira, expira e respira. simples assim. cada vez que o desequilíbrio vem, ele não vem à toa: vem para te mostrar que tu precisas aprender com ele, assim como quando você aprendeu a caminhar. cai, levanta, levanta cai. :)
