Escolhas…

Estava eu lembrando de uma aula muito tocante da faculdade que me fez refletir sobre alguns pontos da minha vida…

Me fez refletir sobre escolhas, sobre momentos, sobre aproveitar o presente… parece assunto simples, mas que na verdade é derradeiro, filosófico, que impressiona.

Quando a gente se aprofunda sobre algo em nossa humilde existência nesse mundo sabe que, pensar sobre isso, é algo que modifica nosso funcionamento automático, desperta “vidas” dentro de nós que não conhecíamos até então, isso talvez nos assuste, ou decepcione… enfim, nunca seremos os mesmos após tamanha grandiosidade de pensar sobre isso.

Cheguei a inquietante questão sobre escolhas. Possibilidades.

Qualquer estudante de psicologia que goste de Fenô já sabe do que se trata, é até assunto “clichê”, mas de alguma forma esse negócio de “possibilidade” me fez pensar em inúmeras coisas que já fiz na minha vida. Tive certa taquicardia quando pensei nisso, certo tesão pela vida, certa insegurança, sei la o que tive, mas aquilo não foi corriqueiro, pelo pouco que já me conheço. Tenho a intuição de que essa taquicardia não passou… e não vai passar tão cedo.

Certo, depois falamos sobre a taquicardia, falemos agora do que me causou tamanho inchaço no coração, tamanho arrepio.

Antes de tudo: Quais escolhas na vida viemos fazendo desde que temos condição para isso? Para qual rumo nos lançamos? Quais possibilidades de viver nós retiramos do papel de existir para poder estarmos plenos em apenas uma? Será que sabemos? Será que não nos angustiamos pelas outras milhares que nos foi dada a oportunidade e largamos para que outra pessoa preenchesse esse papel?

Essas questões me atormentaram nesta manhã. Acreditei que o sol que iluminava essa “metrópole louca” despertou isso em mim… engano meu. Eu mudei, eu cheguei a isso, isso faz parte de mim e nem o sol e nem a metrópole merecem carregar o peso de causar pensamentos reflexivos em uma estudante de psicologia.

Me peguei pensando: se eu tivesse escolhido fazer outra faculdade, eu encontraria outras pessoas, frequentaria outros lugares, passaria por outras situações, sentiria as mesmas sensações que já senti, porém em contextos diferentes e em momentos diferentes, pegaria ônibus diferentes e consequentemente essa junção me lançaria em uma vida diferente.

Seria eu feliz nessa vida que está tão longe de ser minha mas ao mesmo tempo tão perto? O que nos separa são escolhas, impulsos, riscos, que por algum motivo eu não me enfiei.

Por que será que esses meus impulsos não me deixaram escolher essa outra forma de viver? Será que essa escolha que faço hoje, agora, e as que faço frequentemente são as corretas? As que farão com que eu me sinta feliz? A que eu quero viver de verdade em minhas fantasias de vida “perfeita” pra mim?

São questões que só a experiência me responderá, só o sentir vai sanar. Isso não volta ao passado, não para pra gente descer e não espera. Se quisermos mudar de vida é preciso ir ao zero, por isso as pessoas dizem que se REinventam, REnovam, REvivem… escolheram outras formas mas nunca pararam de viver… ou você segue, ou segue.

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