Retrocesso ou Progresso?

Vejo muitas pessoas que, nas antigas, vinham para São Paulo em busca de uma vida melhor, em busca de dinheiro vivo, de “dignidade” (trabalho) , de melhores condições para a família, de paz.

Ao passar do tempo, meses, anos, décadas… essas mesmas pessoas voltam para o ponto de partida, para o seio do qual faziam parte. Voltam ao leito. Elas se mobilizaram por pessoas, por propagandas baratas e voltaram a “estaca zero”.

Será melhor escolha? Largar a família, o amor, a união em busca de dinheiro e voltar para casa? Porém com muitos óbitos no qual as pessoas não puderam ser “aproveitadas” porque o dinheiro estava em primeiro lugar, a dignidade falsa idealizada gritava nas veias, sem se questionar se era exatamente isso o que pensava…

Digo dignidade falsa porque trabalho em si não dignifica o homem. Pode mostrar a ele como ganhar dinheiro de forma honesta, como se sentir útil na vida realizando algo para alguém ou para si próprio, mas não o tornar digno. Não sei ao certo dizer o que o torna digno, talvez os ensinamentos da vida, mas não é o trabalho.

Já conheci caras que trabalham e estudam, mas não são dignos de nada, não valem o chão que pisa, não valem o lixo que consomem. Não vale o zero à esquerda. Enfim, não valem.

E será que essas mesmas pessoas que saíam do conforto da casa dos pais para enfrentar a vida pensavam assim também? Acho que não…

Será que o dinheiro vale mais que a companhia de pessoas?

O que movem as pessoas?

Será que valeu a pena? Porque elas voltaram… e se voltaram foi por algo que lhes fizeram falta… a família. Coisa mais importante que se tem na vida.

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