Deirdre respira em minha pele

Na profecia da terra

O ressentimento esculpido

Na virtude sobre a esfera

Do meu lamento ressarcido

Na segunda anunciação

De uma raiva anestesiada

Com resquícios de paixão

De uma culpa retaliada

E então eu me esqueço

De Deirdre desafogada

No olhar que estremeço

Na mulher invisível, santificada.

Verano

27/12/15

04:30 AM

Photo: Cezar Castro.