Às vezes o ato de olhar para si mesmo requer mais coragem do que imaginamos, não apenas coragem como uma dose de humildade. Coragem para enxergamos os ossos erros, os nossos demônios que tanto fingimos não ver; e humildade para reconhecê-los e admitirmos para nós mesmos que somos fracos sim, que temos um lado frágil. Meu medo de sentir, de me encarar e consertar já foi tão grande que criei um pânico real de ficar sozinha. Há coisa mais triste do que isso? Ter tanto medo de si mesmo que evita ao máximo sequer ficar sozinha, só para não ter que pensar sobre si mesmo? Eu lhe digo que essa é uma das coisas mais tristes que já me aconteceu. Logo eu, que sempre gostei da solidão, que sempre apreciei a minha própria companhia, me encontrava temendo as horas em que ficaria sozinha. Admito que nos últimos meses fiz uma série de escolhas ruins, como qualquer ser humano. Acertei em algumas coisas, errei em outros, aprendi algumas lições e continuei teimando em fazer as mesmas coisas que só poderiam resultar em dor para mim. O meu medo era de encarar essas escolhas, as consequências dela, os meus vícios, as minhas fraquezas, as minhas fragilidades e os meus sentimentos. Enfrentei semana e semanas infernais, isso pois passei a me encarar, e não foi fácil. Não é fácil. Ainda estou pagando por cada escolha que fiz, e creio que ainda pagarei um pouco mais. A boa notícia é que dessa vez escolhi diferente, fiz algo diferente. Não me perdoei, e não vou fingir que já está tudo superado, pois não está. Ainda dói de vez em quando, ainda sinto a culpa pesar em minhas costas, mas já posso suporta-lá, já não incomoda tanto pois estou aprendendo a ter paciência e compaixão comigo mesma. Se eu puder lhe dá um conselho, lhe ofereço este: tenha mais paciência consigo mesmo, tenha coragem para se enfrentar e se conhecer, tenha compaixão por si quando errar e, principalmente, nunca perca a vontade de fazer diferente, de ser melhor na próxima oportunidade que tiver, mesmo que você erre novamente, tente.

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