Viver em equanimidade

O que é equanimidade?

Podemos viver de forma equânime as nossas experiências, tanto boas, como ruins?

Como a equanimidade se expressa em nós?

Antes de refletirmos sobre estas perguntas vamos entender o que significa equanimidade: Constância, igualdade de temperamento, de ânimo, em qualquer circunstância; Tranquilidade de espírito, moderação, comedimento; Ânimo não influenciado pela adversidade ou prosperidade; Espírito sereno, equilibrado;
 
Equanimidade significa serenidade de espírito e, também, é: Um estado de paz interior e concentração, permitindo experimentar de maneira equilibrada as diversas situações do mundo físico; Marcada por tranquilidade diante das oscilações da existência; Viver sem se deixar afetar pela dualidade, os opostos e extremos, aos quais estamos sujeitos em nossas vidas.
 
A Vida é um jogo de contrastes e diante deles, muitos de nossos recursos são desafiados e despertados.
 
Tudo depende de nossa forma de reagir, fazer escolhas e como nos vivenciamos nossas os acontecimentos do dia-à-dia.
 
Temos em potencial muitas capacidades, porém, distraídos ou preocupados com as demandas do nosso diário viver deixamos de ativá-las e usá-las.
 
A equanimidade é uma delas e está ao nosso alcance quando praticamos a atenção consciente no momento presente, nos auto-observamos e nos concentramos em tudo que fazemos.
 
Com essas atitudes damos espaço para a capacidade da equanimidade, possibilitando vivermos com constância e equilíbrio, respondendo, de forma inteligente e correta a cada situação, seja boa ou má; alegre ou triste; na prosperidade ou na pobreza; na saúde ou na doença; diante do nascimento ou da morte e por aí vai.
 
A temperança e a moderação são marcas da equanimidade e contribuem para que não nos identifiquemos com os extremos do mundo dual e polarizado no qual vivemos.
 
Sem equanimidade somos jogados, como uma bola de pingue-pongue, pelas circunstâncias e nos tornamos vítimas das mesmas.
 
De um lado: Imprevistos, mudanças repentinas, revezes, catástrofes. Do outro: conquistas, ascensões, riquezas, vitórias, alegrias. Sofremos quando estamos do lado que nos causa dor e ficamos felizes, do lado que nos traz prazer.
 
Só que vivemos num mundo que tudo é impermanente, fugaz e passageiro, em constante movimento, se não vivermos de forma equânime, iremos sentir-nos desiludidos e frustrados, pois, não é possível termos só momentos bons, alegrias e sermos felizes o tempo todo, surgirão dificuldades e momentos pesarosos.
 
A nossa postura diante dos acontecimentos é que fará toda a diferença. Se não nos deixarmos levar de um extremo ao outro e nos tornamos conscientes de cada situação que vivenciamos, procurando compreender e nos desenvolver, enquanto seres humanos que aprendem com as experiências.
 
Geralmente, em situações felizes e prósperas, ficamos eufóricos e nas tristes, ficamos desesperançados e depressivos.
 
Esquecemos que muitas tristezas, mais adiante, se convertem em alegrias e vice-versa, só precisamos seguir em frente, sem pressa e em paz, olhando o nosso caminho, enquanto caminhamos e atentos ao que se processa em nós.
 
Ao lidarmos, de forma equânime, com os fatos da nossa existência, procuramos nos aquietar, pacificar, observar e compreender, tanto a nós mesmos, como as situações e tudo o que se relaciona a essa vivência.
 
Se nos precipitamos e nos identificamos com as oscilações do nosso dia-à-dia, passamos a não perceber com clareza as possibilidades que se apresentam ou podem vir a apresentarem-se, para vivermos com mais sabedoria e lucidez cada momento.
 
Observando os nossos pensamentos, emoções, sentimentos, instintos e reações, diante de cada vivência, vamos nos apercebendo e tendo uma visão mais lúcida e ampla do meio à nossa volta.
 
Expandimos a nossa Consciência, nos auto conhecemos e, com isso, compreendemos melhor os outros seres e a Vida como um todo.
 
Permitimos que o Espírito, que está além da dualidade do mundo físico, estabeleça conexão com a Alma, para que se possa expressar de forma livre. Por isso, quando somos equânimes, agimos com serenidade, aceitação e lucidez.
 
Caso contrário, se deixamos que a nossa mente mecanizada e condicionada por conceitos e padrões pré-estabelecidos e ultrapassados apegados ao materialismo e consumismo, tome o controle da situação, somos movidos em momentos bons pelo prazer e nos maus pelo medo. Oscilamos com as nossas emoções, entre um e outro e acabamos por nos desequilibrar.
 
Ao permitir que o nosso Espírito, que está além do condicionamento da mente e que na quietude se comunica connosco, assuma o comando, vamos percebendo o que é viver em estado de contemplação e meditação.
 
Liberamos e despertamos a nossa Alma, a tornando mais forte e consciente e com mais leveza, liberdade, amor, simplicidade e sabedoria vamos passando pela nuances e transformações que ocorrem em cada acontecimento da nossa jornada existencial.
 
Passamos a experimentar a existência com Equanimidade, nos expandindo como seres, permitindo que tudo flua melhor em nossa Vida.

DEISE AUR
ESCRITORA E PRODUTORA DE CONTEÚDOS VOLTADOS PARA EXPANSÃO E EXPRESSÃO DOS SERES E SUAS POTENCIALIDADES
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Artigo publicado in REVISTA PROGREDIR | SETEMBRO 2017
(clique no link acima para ler o artigo na Revista)


Originally published at www.revistaprogredir.com.

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