Criando Tristezas

Ao se sentar e escutar histórias de alguém que viveu uma época diferente da nossa, percebemos algumas diferenças entre suas aflições e mazelas emocionais, e as do nosso tempo.

Há algum tempo atrás ( antes da vida pós-moderna), pessoas viveram em situações e ocasiões históricas bem mais conturbadas do que à que temos hoje. E mesmo assim não existia números e estáticas tão gritantes sobre suicídio, depressão e tristeza crônica como temos visto.

Será que a tristeza de antes era menos “triste”( perdoem me a redundância) que a nossa? Será que os problemas de antes eram mesnos “problemáticos” que os nossos ( mais uma vez com o perdão dos senhores (a) ).

Um grande escritor chamado C. S. Lewis disse uma vez: dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários”.

Talvez essa frase de Lewis contém parte da resposta de nosso questionamento. O porquê dá nossa tristeza ser mais “triste” que a antiga está ligada na fragilidade das pessoas que lidam com ela. Antes a tristeza era devido a motivos sólidos e concretos, mas agora por situações frívolas e sem sentido.

Irei te mostrar o que são motivos sólidos! A morte e a fome são sólidos e concretos, esses são motivos reais para despertar algo tão forte como a tristeza.

Mais essas ocasiões também são capazes de formar personalidades fortes e bem definidas. Nossa tristeza pós-moderna e desencadeada pelo tipo de roupa que não podemos usar ou o ano do carro que temos, ela é tão superficial quando a personalidade das pessoas que a desenvolvem.

E isso é facilmente identificado através do viés sociológico de nossos dias, nossos relacionamentos conturbados e descartáveis mostra o tipo de “gente” que estamos nos tornando.

Enquanto não formos capazes de transcender a futilidade de nossos desejos continuaremos sendo escravos de tristezas volúveis e efêmeras criadas por nós mesmos, mas indiferentes as tristezas reais e que são inerente a vida.

É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou(..)
Gálatas 5:1

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