A importância dada a alguém

Hoje de manhã eu estava ouvindo essa música Muerte En Hawaii, de uma banda porto riquenha chamada Calle 13. O refrão diz assim:

Por ti, todo lo que hago lo hago por ti
Es que tú me sacas lo mejor de mí
Soy todo lo que soy
Porque tú eres todo lo que quiero

Esse refrão resume facilmente minha vida nos últimos dois anos e meio. O melhor que eu pude dar de mim para alguém até agora, foi essa pessoa que experimentou. Eu mesmo não sabia que era capaz de me dedicar tão profundamente a alguém. É mesmo como canta René Pérez: puedo soplar las nubes grises pa que tengas un buen día, porque tú eres todo lo que quiero.

O problema amigo, é que quando você gosta tão intensamente de alguém, a dor da perda chega na mesma intensidade e quando você houve “Eu te amo! Não desiste de mim!” no domingo e é substituído por outra pessoa no final de semana seguinte, adicione ai uma unidade de sofrimento na equação e se prepare para viver o seu inferno emocional e ausência temporária de racionalidade.

A dor é inevitável, mas como diz o Lulu Santos:

Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

No fim você percebe que mesmo sendo possível ser tudo o que René Pérez canta, nada disso importa. Você vai ter que ser tudo isso novamente para outra pessoa e nesse momento é você quem vai decidir se vale a pena utilizar a mesma energia para tentar fazer essa outra pessoa feliz ou não.

A verdade é que todo relacionamento tem a sua lua de mel. Mas o tempo passa e chega o momento em que já não é possível construir um relacionamento apenas com mel — até onde eu sei, é necessários outros temperos, outros ingredientes, outras especiarias. É preciso formular a receita em conjunto, alinhar o objetivo. É preciso comprometimento e entrega. Mas, infelizmente, algumas vezes a única coisa que você vai conseguir de alguém será mel e quando o mel azeda, será a hora de trocar o pote.

Alguns diriam: A vida é assim mesmo. Sinceramente, eu não acho. Eu diria: As escolhas são assim mesmo.

Já o Skank diria: tudo tem três lados — não faltam citações nesse post. Eu não estou dizendo que isso acontece com todo o mundo, mas acontece com uma parte dele, como qualquer situação na vida. Eu estou compartilhando a minha experiência amorosa com o intuito de enfatizar o aprendizado adquirido e quem sabe uma parte dele não possa ser utilizado por você? Eu conheço pessoas que tem uma percepção muito interessantes sobre a vida e sobre sentimentos e eu procuro aprender alguma coisa com elas e com as experiências que elas já viveram.

Verdade seja dita: Nesses dois anos e meio nós tivemos muitos bons momentos juntos, mas é engraçado como eles são ofuscados pelo sofrimento — ou são eles a causa. No meu caso, a dor não foi causada pelo término. Três semana atrás o relacionamento já tinha terminado e eu estava pronto pra seguir adiante. Desistir de seguir adiante para tentar mais uma vez viver ao lado da pessoa que você mais amou até esse momento na sua vida e ser substituído na sequência é o que dói profundamente.

Aprendizado. Alguns …

  1. Não compare o mel do seu pote. Você tem seu valor, você é único e ponto.
  2. Mantenha suas expectativas baixas, pelo menos até ter certeza de que você pode usar sua energia para a pessoa que você escolheu.
  3. Não faça planos por vocês dois. Se os planos são só seus, será impossível executá-los.
  4. Não importa o quão bem você esteja no inicio de um relacionamento. Existem relacionamentos que vão drenar toda a sua energia, como um buraco negro faz com a luz ao seu redor. É importante identificar relacionamentos destrutivos antes que seja impossível escapar.
  5. Viva o seu “luto”, rumine a sua dor, mas faça isso por um momento breve. Não deixe que isso tome conta da sua vida.
  6. Viva um tempo para se conhecer melhor, para cuidar de você. Viaje, conheça pessoas diferentes. Viva experiências diferentes.

Então …

É isso. A finalidade desse blog é escrever qualquer coisa que eu ache interessante sobre a vida cotidiana. Ahh, aliás:

7. Comece um blog. Escreva em um diário. Converse com o seu cachorro, papagaio ou planta carnívora. O importante é externalizar.

Escrever tem me ajudado a passar por esse caos emocional e me encontrar. Inclusive é bem provável que a minha terapeuta já tenha lido isso.

Se você já passou por algo assim na sua vida, conta ai nos comentários como foi.

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