Bem que se quis..

Já vi que não adianta mais tentar me desvencilhar de você e de tudo aquilo que me faz lembrar você. Só hoje já quis te esquecer umas duzentas vezes, e o máximo que consegui foi não tirar o pensamento de você. Nunca havia me prendido a reparar tanto no seu nome e agora ele surge repentinamente e praticamente de todos os lados. Mesmo que existam muitos iguais ao seu, jamais leio da mesma maneira, com você ao menos me soa diferente.
 É, eu não faço ideia de como essas coisas acontecem, mas de alguma forma elas acontecem, não é? Você estava por aí, eu por aqui e pronto: aconteceu. É, moça, as vezes a vida dá todos os sinais de que vai nos abandonar e de repente traz alguém assim, com a alma sorridente e cheia de mistérios só pra brincar comigo e mudar as minhas certezas de lugar. Pois bem, não existe possibilidade de se enganar ou fingir que não, te vejo aqui, andei me vendo em você, com você. Eu, que nunca fui apegado a qualquer tipo de detalhe, te enxergo em cada coisa, te encaixo nos meus dias e manias. Eu não sei se você sabe, mas eu te quis do jeito errado, exatamente desse jeito, com todas as faces que consegui enxergar em ti. Quis exigindo nada demais, só as conversas de sempre que me fazem valer o dia. Quis para chamar de minha, mesmo que não fosse tão somente minha assim. Quis pra olhar tua fotografia mil vezes por dia e em todas elas pensar em como alguém pode ter um sorriso tão bonito assim. Quis para te gravar em mim e nunca esquecer o teu jeito único. Odeio ter o vocabulário vasto e não saber explicar e encaixar as palavras. Enfim! Eu quis você, menina, por muito mais do que mero querer.
 Pois bem, moça, se não for agora, amanhã há de ser, quem sabe… E se na pior das hipóteses, não for nunca, bom, nesse caso ao menos envia “Some da minha vida, babaca!” com a sua assinatura para eu saber que foi você, sem chance de cópias. Embora eu não acredite que possa haver cópia para ti nesse mundo, nem em mundo algum. Não é você naquela esquina qualquer. Não é sua aquela assinatura que vi no papel. Eu sempre saberei quando é você, porque agora, moça, eu consigo enxergar suas marcas em mim. Quem sabe um dia você veja, ou entenda que escrevi muito por você, com ou sem nome.