AFINAL, ONDE RESIDE ESSA TAL FELICIDADE?

Do Plano A ao Plano F: os caminhos percorridos em busca da FELICIDADE (perdida!)

O ano: Janeiro de 2012.

O cenário: Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil.

O motivo: Aproveitar a vida e curtir dias de “dolce far niente” (à dois!).

Nessa época acreditávamos na meritocracia. Éramos comandados por uma entidade maior: aquela que pode ($$$) mais e dita a regra: trabalhe duro, bata as metas, me enriqueça (que eu te retribuo) e tenha o descanso que merece. E até que vínhamos fazendo o “dever de casa” direitinho.

A lógica era a mesma de qualquer “ser humaninho” que trabalhou duro durante o ano: férias, pra que te quero: eu mereço!

E assim foram, e se foram, alguns bons anos de nossas vidas: a gente trabalhava pra pagar a vida que a gente queria ter.

Pra cada ano de “meta alcançada” um destino novo, merecidamente, nos aguardava: Rio de Janeiro, Natal, Pipa, Maceió, São Miguel dos Milagres, Itacaré, Maraú, Arraial d’Ajuda, Trancoso… só pra lembrar de alguns verões “calientes” por esse Brasil afora.

Nessa época nossas “grandes” preocupações, além daquelas de todos os dias eram: vender mais, contratar gente pra trabalhar, vender mais ainda, reclamar da carga tributária, vender um pouco mais, pagar mais gente pra trabalhar, reclamar…

Eh, vida de empresário não é fácil não!

Nessa época, o plano de vida era simplesmente ser feliz. E até que vínhamos atingindo a meta, com folga!

E se me perguntassem o que era felicidade, eu diria sem pestanejar:

Felicidade pra mim é ter o meu próprio negócio (estável e próspero, de preferência!), é morar do jeito que sempre sonhei, é ter um carrinho na garagem, é pagar as contas, e ainda sobrar um dinheirinho pra viajar, pra comprar coisas, pra me divertir…

A vida até parecia uma festa. Só que me esqueceram de contar que como toda festa, essa também teria hora pra acabar.

Mas o verão de 2014 seria diferente. E foi mesmo. Nessa época já éramos três. Pois, aquele verão de 2012 no Rio de Janeiro rendeu bem mais que boas lembranças, e o pequeno Lorenzo veio ao mundo em outubro do mesmo ano.

Embora o destino dessas férias fosse a paradisíaca praia de Ipioca em Maceió, embora o céu estivesse azul (como sempre esteve), embora as companhias fossem as melhores (amigos de longa data e suas crias), embora a comida fosse farta, a cerveja gelada e o banho de piscina (inclusive à noite) uma rotina, o tempo começava a se fechar dentro de nós.

Mal sabíamos que um grande tsunami começava a se formar em nossas vidas. E as águas daquele verão de 2014 foram, definitivamente, um marco divisor em nossa história.

Em dezembro de 2013, havíamos sido “demitidos” do cargo que ocupamos nos últimos 13 anos: o de sócios-fundadores da nossa empresa. Em janeiro de 2014, estávamos, eu e meu marido (sócios na vida e nos negócios), cumprindo “aviso prévio” na zona de conforto.

Fim da linha?

Fim de um sonho?

Fim da vida?

SIM! Porque quem disse que a vida começa aos 40 (e poucos, ok!) é que estava certo.

Acrescente, agora, nesse roteiro alguns outros enredos (que vão da aventura ao drama), novos (e velhos) personagens, troque o cenário, mude o figurino, e pronto: um novo capítulo dessa história está apenas começando.

Mas se você chegou agora e está se sentindo perdido, não se preocupe: os capítulos desse recente passado já foram contados aqui, ali e acolá.

Ao longo desses 3 anos que se passaram, desde esse último verão que nos afastou compulsoriamente da vida que havíamos planejado viver, muita coisa mudou.

Foram anos de muitas transformações, mudanças internas e externas, e de muito, muito aprendizado.

E o que quero lhes contar nesse momento é sobre o meu presente e o futuro que desejo construir. Mas não posso deixar de considerar que sem esse passado (muitas vezes sombrio), que aceitei, nada disso faria sentido: se não pra mim, tampouco pra você que me lê.

Aprendi que mais vale a jornada do que o destino final para chegar ao verdadeiro Plano F da minha vida. Não mais por aqueles caminhos que trilhei e, percebam, está intimamente relacionado às conquistas materiais, à estabilidade (que achamos ser importante), à prazeres fugazes.

O plano de ser FELIZ continua sendo perseguido, apenas mudei a rota. E posso arriscar a dizer que o objetivo tem sido atingido, ainda que os reveses da vida tenham sido pra me fazer repensar o conceito de felicidade. E que ela está ali, bem dentro da gente. Chega de procura la fora!

Não digo que ter um emprego que lhe pague bem (ou uma empresa que lhe renda bons dividendos) é a antítese da verdadeira felicidade. Mas não pode ser só isso. A vida pede mais que isso.

Não acredito mais na simples meritocracia, mas entendi o real significado do que é merecimento.

E a minha principal meta hoje, é antes de tudo, cultivar o espírito para que boas coisas floresçam.

Ao longo desse tempo aprendi ainda que as coisas acontecem (principalmente as ruins) você querendo ou não, planejando ou não, para nos tornarem mais fortes. E que tudo é impermanente: esteja preparado pra isso!

Ao longo desses anos mudei de vida, mudei de planos, do A ao F, e compartilho aqui o que isso significou pra mim:

Plano A: Autoconhecimento e Aprendizado. Sem isso nada faria sentido. Se conhecer é o que te faz abrir as janelas (muitas vezes emperradas) para ver um novo mundo. Passei a ter uma vida mais Autêntica. Adquiri mais Autonomia.

Plano B: Busca pela minha essência. Foi nas sombras que encontrei minha luz interior.

Plano C: Caos. Foi na Crise (mais interna do que externa) que conheci o poder da Colaboração e do Compartilhar. E entendi, definitivamente que são as Conexões que movem o (meu) mundo.

Plano D: Desapeguei de crenças, valores, e por que não de coisas em excesso. Desentulhei a vida. Desaprendi pra aprender. Descobri um novo mundo.

Plano E: Experienciei coisas novas. Externei sentimentos e emoções. Me Empoderei. Empreendi com propósito. Expandi a vida através de múltiplas conexões.

#MeuPlanoF: continuar a ser FELIZ. Ter uma vida mais Fluída. Me sentir Forte pra encarar o que vier. Seguir o Fluxo.

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