Um anúncio do Medium Brasil
Medium em Português
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Caros, agradeço a todos pela jornada até aqui. O Medium não anunciou o seu fim, pelo contrário: anunciou a concentração de esforços em desenvolvimento do próprio produto para que ele se torne de fato algo perene na internet.

Crescemos de modo avassalador nos últimos dois anos. Como disse o M.G. Siegler, “os números falam por si: 2 bilhões de palavras escritas no Medium no último ano, 7,5 milhões de posts durante esse período, 60 milhões de leitores mensais. Visualizações de páginas em abundância. Então, a etapa 2 é simplesmente entupir o site de banners, enquanto a etapa 3 é o lucro, certo?”. Errado. É justamente desse modelo que o Medium quer fugir, um modelo que, como escreveu o Ev Williams, “faz com que cresça a quantidades de desinformação e a pressão para colocar na rede mais conteúdo ruim — profundidade, originalidade ou qualidade são coisas condenáveis. O modelo é insustentável e insatisfatório tanto para os produtores como para os consumidores… precisamos de um novo modelo.”

Já sabemos como funciona a engrenagem que produz conteúdo de qualidade duvidosa e notícias falsas pelo mundo: ela é alimentada pelo clickbait, a corrida pela quantidade de cliques gerados pelos links postados diariamente, sem respeito à inteligência e aos fatos. Quanto mais cliques, mais dinheiro. Essa internet está definitivamente gerando o mal e precisa ser combatida. Começa pela implosão desse sistema o salvamento da web. O que o Medium se tornaria se aderisse a esse modelo?

O anúncio de hoje é uma atenção ao foco. Em San Francisco, os olhos devem se voltar ao produto, a fazer com que ele privilegie o “bom” conteúdo e que, pela primeira vez na história da internet, gere receita para quem levanta os temas candentes da humanidade, e não para quem inventa manchetes em nome de centavos de dólar.

Dará certo? Impossível saber. Torço muito para que sim.