A teoria da negatividade

Isca de Fabio Ambrozio — Portal Café Brasil

Albert Einstein foi um dos maiores gênios da física e também uma pessoa muito especial. Mas, foi por um bom tempo um nada, um fracassado, isso veio de suas próprias palavras. Por pouco não se tornou um vendedor de seguros, por pouco.
 
A cada nova descoberta, novos empecilhos cruzavam o seu caminho de tal maneira que muitos homens sucumbiriam a metade dos enfrentados por Albert, mas, estamos falando de Albert Einstein não?
 
Em um documentário sobre Einstein, uma frase me chamou a atenção:
 
“O maior poder do gênio é a força de vontade para fazer todos os erros necessários para chegar a resposta." (Michio Kaku)
 
Fui atrás de pessoas que mudaram o curso da terra para confirmar se realmente havia fundamento e entre eles Isaac Newton, Galileu Galilei apareceram em minha pesquisa.
 
Fiquei bastante empolgado, pois, eu poderia me tornar um gênio! Eu trabalho mais de 15 horas por dia e tenho inúmeras ideias que geralmente não ponho em prática. Então pensei em elaborar uma “fórmula do fracasso” onde Einstein, Newton e Galilei se tornassem pessoas do nosso tempo.
 
Analisei por algumas semanas o papo entre amigos na hora do almoço, avaliei o comportamento dos meus gestores em algumas situações e descobri a “teoria da negatividade”.
 
A teoria especial da negatividade bate de frente com a emoção e a razão, porém, não no mesmo corpo e sim na oportunidade que alguma ideia ou situação a conduz.

Algumas das situações que pude observar na teoria:
 
O “saber que precisa” é bem praticado quando o gestor sabe que o funcionário necessita muito de um aumento e trabalha naquilo como uma oportunidade negativa. Faz com que você receba uma carga muito maior naquilo que já está acima do permitido. E quando houver alguma falha, será adicionado a conversa, os benefícios adquiridos em trabalhar para ele.
 
O resultado disso é a desmotivação atrelada a necessidade de sustento que gera uma ausência de perspectiva intelectual, emocional, profissional. Torna-se uma questão de sobrevivência.
 
A “importância maior” traz o real nível na qual se encontra aquele gestor para com a empresa e seus funcionários. Para explicar, nada mais que um exemplo prático.

Permaneça durante um mês, 1hora e 30 minutos a mais do seu horário de trabalho contratado. Após este período, saia 30 minutos mais cedo durante uma semana, se conseguir. Receberá um email lembrando o horário no qual a empresa te contratou. Essa também poderia ser chamada de “oportunidade sorrateira”. Mais um resultado negativo, onde fica nítida o que a empresa pensa de você. E não diferencie gestor da companhia, pois, todo cargo é feito por resultado.
 
A “amizade vencida” é a mais cruel de todas. Nós seres humanos temos a necessidade de compartilhar desejos e sentir boas vibrações. Ocorre que antigamente as pessoas construíam a qualquer custo, mas hoje destroem a qualquer custo. A amizade que achamos no mínimo verdadeira nunca existiu, nunca foi válida. Nossas fraquezas são trabalhadas no intuito de nos aniquilar na primeira oportunidade, deixando uma marca eterna em nosso julgamento e companheirismo.
 
O resultado é avassalador e transforma aquela pessoa em politicamente correta, deixando cada vez mais o dinheiro ser o melhor amigo do homem.