Aos amigos, fãs do Bolsonaro

Eu gosto do famoso textão™, de escrever e ler, quando bem escrito. Geralmente prefiro falar de idéias, ao invés de pessoas, idéias podem ser desenvolvidas e debatidas, quando se discute pessoas, pouco se evolui até alguém se ofender e tomar as dores. Enfim, falar de pessoas costuma ser bem infrutífero, mas esse vai ser o caso, desde já peço perdão pelo vacilo.

Quando se vive num país sujo, politicamente falando, como o Brasil, é natural tentar achar alguém que minimamente nos represente. E alguém que soube usar bem esse sentimento é o sr Jair Bolsonaro. Quando a oposição já estabelecida, como PSDB e DEM, por exemplo, é fraca e omissa, o primeiro que reúne as características mínimas pra bater no governo que ninguém mais aguenta, ganha o público fácil.

Isso nem me incomoda, não existe vácuo de poder, se a oposição se recusa tomar essa posição , que outros a tomem. O problema é a oposição, e leia-se aqui, políticos E eleitorado, mimetizar o comportamento daqueles que são hoje o problema.

Em tempos de impeachment é impossível não fazer o paralelo com 92. Collor foi o presidente eleito como esperança do povo, como o Lula. Lula, e o PT eram a representação do povo, depois que o presidente traiu seus eleitores, assim como o brasileiro, que finalmente se assumiu conservador, consegue se ver no Bolsonaro e família. E diga-se, em 92 e 2016 tanto Lula quanto Bolsonaro ostentam o rótulo de políticos honestos e ilibados.

É claro que Lula e o PT não chegaram ao poder defendendo a censura e a guerra civil como meios de manter o projeto que considerava justo. Assim como na parábola do sapo, isso demorou tempo, a cada limite ultrapassado a sua militância foi deixando passar e elevando o nível de tolerância, até chegar a isso que vemos hoje, que muitos comparam até mesmo com uma seita.

O ponto é: se queremos de fato ser diferentes, não se deve aceitar nenhum tipo de absurdo vindo principalmente de quem apoiamos. Se o dep. elogia um torturador ou qualquer outro absurdo que venha a dizer, a única resposta a se dar é discordo, e cobrar retratação pública, não há mas nem meio mas, como diria minha mãe. É com base em relativizações como essa que qualquer projeto, por mais bem intencionado que possa ser, se perde. E os políticos tem de entender, todos eles, que quem os pauta é o povo, não o contrário.

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