Oração de uma paraense imigrante

Literatura paraense

Que neste domingo de Círio, minha fé continue com mãe Nazica e que meus amigos e familiares na minha linda Belém do Grão Pará LEMBREM-SE saudosamente desta nega índia, filha de Arraial do Pavulage, amiga do boto e de Mapinguari. Segue a lista guia para lembrar de mim…

01. a cada colherada de Açaí; 
02. a cada Pato no tucupi; 
03. a cada embuchada de Maniçoba;
04. a cada arrochas no Vatapá e Caruru;
05. a cada passos na corda.

Que a barriga e a fé se unam neste dia caloroso, em busca de fuga dos males da vida e da má digestão. Em busca de paz, amor e união.

Porque em verdade lhes digo, Nossa Sra de Nazaré, pode parecer pecado da gula, mas creio em nossa Santa gordice dos bons temperos e sabores amazônicos, creio piamente, que nem a senhora resiste ao perfume de maniva a cozer por 7 dias anteriores à sua procissão.

Amigos, familiares,
Aceito fotos e fitinhas deste dia! Deixem nos comentários uma foto do Círio que envio a cada um o meu amor e minha saudade além mar.

Viva o Círio de Nazaré, o verdadeiro Natal dos paraenses!

Amém, amem-se demais, porque amar é pai d’égua!

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